quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Falácia

Não sou de sussurros e nem de segredos.
Não me conte algo em baixo tom,
Pois sei, que se é escondido, na miúda
Não pode resultar em algo bom.

Venha de peito aberto
Fale alto, fale a verdade
Saiba, quero sempre por perto
Quem tem pacto com a sinceridade.

Mas se a mentira tropeçar em mim
Derrubando-me por palavras tortas
Levantarei quieta, assim
Escutando o bater das portas.

Há quem me goste, há quem me odeie
Há quem tem dúvidas e há a intriga
Mas não há fogo que se incendeie
Quando há mais fé do que ferida.

Parco amor não me interessa
Disso o mundo está cheio
Sou difícil, tenho pressa
De ver o amor que tanto anseio.

Há um movimento em curso
Muito maior que eu ou você
O amor não pode ser último recurso
Ou Dele pode esquecer!

Não sou perfeita
E quem o é?
Só me aceita
Quem quiser.

Eu tenho uma certeza,
E não é da morte não
A pureza sempre vence
E amordaça o falastrão.








quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Instinto Extinto

Nem todos os silêncios são meus.
Alguns são do sexto sentido
Que desperta sem pedir licença
E rechaça uma confiança frágil.

Interpreto os momentos hiatos
Como medos ocultos
E julgamentos pobres.

Já não há mais dúvidas.
O sexto sentido se foi
À luz da certeza.

Agora resta observar
Do lado de cá
A "pureza" arquitetada
A "bondade" cobrada
E o vazio erguido.







terça-feira, 25 de julho de 2017

Ode aos parasitas

O parasita não se sustenta
E o mundo não o suporta.
É preciso batalhar antes de querer vencer!
É preciso merecer antes de ganhar!

O parasita se odeia
Mas se odeia tanto
Que escolhe viver de pedaços
Por saber que um inteiro nunca lhe pertencerá

O parasita se recolhe à sua insignificância
Sempre com pena de si
Da sua condição escolhida e defendida
Com uma honra inexistente.

Ao parasita resta a dor de ser nada
E o orgulho infame de querer tudo
Quando tudo o que terá
É a tristeza de morrer vivendo!

domingo, 4 de junho de 2017

Sol de Outono

Há um Sol de Outono
Nesses olhos.
Há uma luz branda
Que faísca pequenos passos
E grandes sonhos.

E nessa coisa de existir
Persistir parece insano
Mas há um Sol de Outono
Que insiste tanto
E mais
Que ao nascer
Faz brilhar todo ano
A fagulha perpétua da esperança.




sexta-feira, 5 de maio de 2017

Parte de mim

Por que machucas as minhas razões?
Por que feres o meu silêncio e roubas esta paz que tanto esforcei-me a alcançar?
Pisas a minha moral se quiser.
Rasga-me em mil pedaços e joga-me no teu furacão de julgamentos se isso te faz feliz. Espalha-me segundo a tua ótica.
Não serei eu a juíza das in(justiças). Não serei eu nada além de mim, com tudo o que me foi acrescentado.
Ainda não sei que dívidas acumulei e quem é o meu credor, sendo assim, aceito o que vier com os meus instantes.
E quando pensas que estou por um fio, algo vem e me renova. Mas não se engane, não sou especial, sou una, assim como tu és.
Sou una, uma, única. Sou parte de um inteiro. E essa parte... Essa parte nunca é vencida. E ela é terna e eterna.

Lya Gram

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