quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Lya Gram na França

Boa noite queridos leitores! Estava um pouco afastada, mas graças a Deus por motivos bons. Estou passando para dizer que é uma felicidade imensa saber que minha poesia atravessou fronteiras inimagináveis. Tive a honra de ter a minha poesia trabalhada na sala de aula francesa. Eis as fotos que me foram enviadas.


Bacana não? Quem sabe onde a poesia pode pousar?
Um abraço!! Joie!!

quinta-feira, 28 de março de 2019

Poesia do semeador

Semeia ó semeador
Eis que o terreno está preparado
E as pedras rolaram
E os espinhos secaram

Semeia ó semeador
Faz crescer as folhas verdes da esperança
Nesta alma doce de criança
O dom do Teu puro amor

Semeia ó semeador
Faz brotar o fruto da candura
Aquele que derruba a armadura
E cura eternamente toda dor

Semeaste ah semeador
As árvores estão fortes
Muitos mudaram de sorte
Por misericórdia do Senhor



sábado, 22 de dezembro de 2018

Ensinamentos de Natal

Precisamos refletir o presépio que ano após ano enfeita as lojas, shoppings e igrejas. Temos a imagem de um bebê numa manjedoura, uma mãe e um pai ajoelhados, reis, animais e uma estrela incandescente no alto. Independente do que você acredita, é possível trazer essa imagem para uma perspectiva filosófica. Em primeiro lugar, quando nasce um bebê, nasce um pai e uma mãe que, com humildade "ajoelham-se" todos os dias para atender as necessidades de seu filho. Eles não possuem escolha, não há hora e nem lugar, param com as suas rotinas no primeiro choro. Abdicam-se, na maior parte das vezes, de seus próprios sonhos e o fazem sem nem perceber. Depois temos três reis e diversos animais no mesmo recinto. Isso mostra que somos todos iguais, que ninguém está acima de ninguém, pois pisamos o mesmo chão, vivemos sob o mesmo céu. Eles oferecem presentes ao bebê que nada tem, num ato de verdadeira caridade e compaixão. Por fim, há uma estrela reluzente acima de todos simbolizando que a sabedoria está ao alcance geral, basta inclinar-se para o alto.
Em um único presépio nós temos, humildade, caridade, família e sabedoria.
O natal faz um convite à reflexão. Seja humilde para perceber suas faltas, seja humilde com as faltas alheias. Seja caridoso, doe o que você tem de melhor, de verdadeiro, de precioso. Seja caridoso e fique em silêncio caso uma ofensa lhe seja dirigida. Seja caridoso e ore por quem te detesta. Perceba os dons da sua família. Perceba também as dores e lhes conforte. Ajude mais seus pais, seus irmãos e seus filhos. Pergunte-lhes todos os dias como se sentem, quais seus maiores sonhos. Seja curioso para com os seus afetos e repila a ideia de que já os conhece bem. A família é a primeira missão de todos nós. Nosso desempenho no seio familiar mostra muito do desempenho que teremos com a vida no geral. Seja sábio, coloque-se como aprendiz da vida em todos os seus aspectos. Se você julga ter muitos conhecimentos, repasse-os com cuidado e amor. O sábio não humilha, não se vangloria, não se envaidece. O sábio se cala, observa, estuda, procura aprender com tudo e com todos. O sábio se apequena para engrandecer o próximo. O sábio sabe que nada tem e fica feliz com isso.
Neste natal, desejo que todos esses ensinamentos façam morada no seu coração, e que você possa ser luz por onde passar.

Lya Gram

Resultado de imagem para presépio de natal

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Novo livro para você

Boa noite queridos leitores!

Acabo de publicar no Wattpad o livro "Conselheiro de cabeceira". Ainda não sei dizer se posso chamá-lo de meu. Ele é fruto de muita meditação, reflexão, silêncio. Mas uma coisa eu sei: este livro é muito, muito especial.
Espero que vocês consigam desfrutar desse singelo trabalho.
Um abraço,

Lya Gram



https://www.wattpad.com/story/166318195-conselheiro-de-cabeceira

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

V Concurso de Microcontos IFSP

Boa noite queridos leitores!

Compartilho com vocês a alegria de ser selecionada em terceiro lugar no V Concurso de Microcontos IFSP com o poema A[MAR].
Quero parabenizar os organizadores do concurso e agradecer a oportunidade de divulgar meu trabalho. Felicito também aos vencedores e classificados. Vida longa ao concurso!
Segue o link com os trabalhos vencedores:
https://ifspmicrocontos.wixsite.com/microcontos/resultados


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Entrevista para o canal Pode Cornetar

Boa noite queridos leitores!

Hoje eu quero apresentar para vocês o canal Pode Cornetar que vem ganhando força na divulgação da literatura e que pretende ir além, mobilizando a cultura na cidade de São José dos Campos e região. Sob a iniciativa do escritor Eduardo Caetano, o canal já entrevistou grandes nomes da literatura brasileira como o professor Mario Sergio Cortella, a escritora Clarice Sabino, os escritores Wally Wild, Zack Magiezi entre outros.
Deixo abaixo um link com um bate-papo muito bacana.
Abraços literários,

Lya Gram

https://www.youtube.com/watch?v=texQosKlbhQ

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Boneco de Papel Machê

Havia uma menina. Ela era meiga, delicada, magricela, pernas finas. Corria pela casa, penteava o cabelo de suas bonecas enquanto cantarolava uma canção qualquer. Inventava passos de um ballet que nunca aprendera. Juntava jornal velho num balde d'água para fazer papel machê. Moldava pessoas, sempre pessoas. Maria daqui. João dali. Eles eram seus amigos. Estavam sempre sorrindo. Adoravam conversar com os animais. Em um terreno, margaridas acolhiam joaninhas engraçadas, algumas amarelas, outras laranjas. A menina e seus amigos se bastavam. Aquele era o mundo para ela. Um mundo onde as pessoas só sorriam, conversavam, brincavam e até trabalhavam, mas trabalhar era divertido. Pedaços de madeira empilhados formavam a base da casa, e o teto ficava aberto de propósito para poder ver as estrelas. O regador chovia e as plantas agradeciam dançando. As pedras redondas viravam montanhas e as mais achatadas eram caminhas e sofás. Carros passavam na rua, mas a menina nem reparava. O meio de transporte dela era o pensamento. Seus amigos de papel machê eram a sua obra mais pura, mais doce. Tinham mais vida e mais cor. Com delicadeza, a menina mantinha seus amigos envernizados para manter o brilho do olhar acalentador e amoroso que tanto a acalmava. Esses olhares pareciam confortá-la da angústia das brigas lá dentro de sua casa. Esses olhares diziam "ei, tente sorrir, isso também vai passar". A garotinha era quieta, mas dentro dela cabiam todas as palavras. Quando percebia alguma injustiça, argumentava igual gente grande. Chegou a fazer campanha em prol da flor ressecada e feia no canto escuro do muro. Toda flor era bonita para ela. Brigou com as formiguinhas que picaram seu pé, aterrou a casinha delas e depois chorou de remorso. Construiu um castelo em sinal de arrependimento.
Os anos se passaram e a menininha cresceu. O mundo antes gigante, se apequenou. Algo mudou. As pessoas reais não têm brilho nos olhos. O sorriso é vago, miúdo, raro. Os ombros são arqueados, a voz ríspida, as palavras pontiagudas. Guerras são travadas o tempo todo. Todos gritam suas dores, imensas dores. Alguns ferem para se fazer entender.
Onde está João? Cadê Maria? - A menina pergunta para si. Procura, procura numa lassidão que só ela sabe. Ela está só numa multidão cinza. Ela vê suas cores ralas, quase indo embora.
Eis que surgem João e Maria:
- Mamãe, mamãe!
Aqueles olhos... Aqueles olhos tinham o mesmo brilho envernizado dos bonecos de papel machê.


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