quinta-feira, 5 de outubro de 2017

33 Festival de Poesia de Cornélio Procópio

Bom dia queridos leitores.
É com imensa alegria que recebi a notícia de que fui classificada no 33 Festival Poético de Cornélio Procópio.
Sinal de que os sonhos foram feitos para serem realizados! GRATIDÃO!

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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

A paz

A paz não é apenas um estado de espírito
É um estado concreto onde canções harmônicas
Violinos, harpas e pianos
Abafam os sons superficiais das iniquidades
E os olhos são primaveras constantes
Azaleias, lírios e violetas
Floridas nos cantos mais secos
Mais densos, mais escuros.

A paz se revela nas manhãs
E se estende até o dia seguinte
E o outro, e o outro
Pois basta viver para ser feliz.

Na paz, o desânimo não se cria
O ânimo não se perde
A esperança não sucumbe.

Porque uma vez conquistada
A sua doçura passa a ser perseguida
E perpetuada
E defendida.

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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Falácia

Não sou de sussurros e nem de segredos.
Não me conte algo em baixo tom,
Pois sei, que se é escondido, na miúda
Não pode resultar em algo bom.

Venha de peito aberto
Fale alto, fale a verdade
Saiba, quero sempre por perto
Quem tem pacto com a sinceridade.

Mas se a mentira tropeçar em mim
Derrubando-me por palavras tortas
Levantarei quieta, assim
Escutando o bater das portas.

Há quem me goste, há quem me odeie
Há quem tem dúvidas e há a intriga
Mas não há fogo que se incendeie
Quando há mais fé do que ferida.

Parco amor não me interessa
Disso o mundo está cheio
Sou difícil, tenho pressa
De ver o amor que tanto anseio.

Há um movimento em curso
Muito maior que eu ou você
O amor não pode ser último recurso
Ou Dele pode esquecer!

Não sou perfeita
E quem o é?
Só me aceita
Quem quiser.

Eu tenho uma certeza,
E não é da morte não
A pureza sempre vence
E amordaça o falastrão.








quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Instinto Extinto

Nem todos os silêncios são meus.
Alguns são do sexto sentido
Que desperta sem pedir licença
E rechaça uma confiança frágil.

Interpreto os momentos hiatos
Como medos ocultos
E julgamentos pobres.

Já não há mais dúvidas.
O sexto sentido se foi
À luz da certeza.

Agora resta observar
Do lado de cá
A "pureza" arquitetada
A "bondade" cobrada
E o vazio erguido.







terça-feira, 25 de julho de 2017

Ode aos parasitas

O parasita não se sustenta
E o mundo não o suporta.
É preciso batalhar antes de querer vencer!
É preciso merecer antes de ganhar!

O parasita se odeia
Mas se odeia tanto
Que escolhe viver de pedaços
Por saber que um inteiro nunca lhe pertencerá

O parasita se recolhe à sua insignificância
Sempre com pena de si
Da sua condição escolhida e defendida
Com uma honra inexistente.

Ao parasita resta a dor de ser nada
E o orgulho infame de querer tudo
Quando tudo o que terá
É a tristeza de morrer vivendo!