quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Paixão de Cristo



Aguém me disse que vermelho é a cor da paixão. Mas, por que fizemos essa correlação?
Meu entendimento sobre isso é o seguinte:
Vermelho também é a cor do sangue. O mesmo que circula em prol da vida, em prol do bem estar físico, em prol da alma!
Sim meus amigos, Deus enviou Jesus que derramou seu sangue por paixão à humanidade, para deixar um legado que perdurará para a eternidade. Gerações e gerações conhecerão Sua história, o pão da vida. Que pai deixaria seu filho morrer na cruz? Nenhum! E quem disse que Jesus morreu?
Ele ressucitou! Cada vez que lembramos e damos graças, mantemos pulsante o coração do Homem bondoso que nos aquece a alma com um olhar.
A paixão, vem como uma explosão que eclode dentro do peito, qual um anúncio aos sete mares de que algo maior precisa acontecer! E o que vem depois da paixão?
A vontade! A vontade de viver esse sentimento mais uma vez. E, no caso de Jesus, a intensidade da paixão chegou ao seu nível máximo, transmutando-se em amor.
Por que choramos ao assistir a paixão de Cristo?
Acredito que as lágrimas expandem a alma, deixando caminho livre para experimentar o amor de Deus. Não são as feridas Dele que nos marejam os olhos, mas sim, Sua bondade!
Você alguma vez, já sentiu saudade de Deus?
Com certeza não, pois ele nunca sairá do teu lado!
Ele merece ser honrado, para sempre!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

A casa da árvore


Toda criança sonha com uma casa na árvore. Eu não fui diferente. Sonhava em fazer meu clubinho lá no alto do pé de amora plantado por minha mãe no terreno ao lado da casa.
Estava ensolarado, uma manhã gloriosa. Eu e minhas quatro amigas nos distribuímos pelo quintal afim de encontrar qualquer coisa que pudesse nos ajudar a concretizar o sonho da casa na árvore. Reunimos tábuas de madeira, lona preta, latas, pregos, almofadas, lanterna, enfim... Estava ali tudo o que precisávamos e a vontade de fazer acontecer era tanta que logo nos envolvemos em tarefas diversas. Uma das amigas pregava tábuas de madeira no tronco da amoreira para servir de escada, outra desdobrava a lona, outras duas traziam uma tábua maior que serviria de base para o chão da casa e eu, lá no alto, ia recolhendo tudo para distribuir entre os galhos. Parecíamos um bando de formiguinhas trabalhadeiras e estávamos unidas em prol de um objetivo único.
Algumas horas se passaram e nosso clubinho já tinha tomado forma. Três tábuas tortas formavam o chão, a lona preta era o telhado, as almofadas nossos pufes. Mas tinha um problema: nossa casinha tinha ficado escura demais. Acionamos a lanterna, mas estava sem pilha. Procurei em vão pilhas nas gavetas de ferramentas do meu pai. Precisávamos de outra alternativa.
Então lembrei-me das velas. Essas não nos deixariam na mão. Peguei duas velas, uma caixinha de fósforos e corri até o terreno para anunciar a solução. Ficamos em êxtase. Minha amiga encontrou uma lata e nos trouxe para servir de mesinha. Pinguei a cera na mesinha e colei as velas ali. Já contávamos histórias de terror, brincávamos de tarzan, tudo quanto mandava o figurino.
Eis que minha mãe aparece para nos chamar para o almoço. Ao levantar a lona, uma histeria toma conta dela que arranca aos trancos a vela da nossa mesinha e puxa toda a lona chão abaixo. O que levamos horas para construir havia sido destruído em segundos! Ela era como um furacão descontrolado.
- Que perigo! Que perigo! – Ela gritava enquanto terminava a destruição.
Eu e minhas amigas ficamos sem entender... Que perigo era esse? Tínhamos tudo sob controle!
- Você está de castigo! Não vai mais brincar no terreno! – Dizia mamãe furiosa.
Minhas amigas questionavam com as mãos e eu dava de ombros.
Segurando a lata que usamos de mesinha, minha mãe me questionou:
Filha, você sabe o que tem aqui dentro? Tem alguma noção do que tem aqui dentro?
Eu balançava a cabeça negativamente.
- Aqui dentro tem gasolina! Você estava a ponto de causar um acidente gravíssimo!
Desisti da casinha e fui para o quarto.
E foi nesse momento que meu anjo da guarda recuperou o fôlego!

Lya Gram



quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Questão de Tempo

As folhas de Outono forram o chão no descanso de quem cumpriu a missão.
A brisa do inverno sopra o rosto e brinca com a fraqueza humana derrubando a imponência que acaba por esconder-se sob os mantos a pedir clemência.
A primavera cobre a nudez das plantas com flores, como recompensa por manterem-se forte diante dos castigos do tempo, por suportar tantas dores.
O verão traz consigo a luz intensa sob a pele desnuda a deleitar-se no calor, por vezes, sufocante no intuito de calar a voz para ouvir a canção da respiração.
As 4 estações são mestres. Arrancam de nós a destreza necessária para nos modificarmos a cada uma delas. Mudanças são mais que primordiais à evolução.
A natureza pede um olhar diferente para que possamos enxergá-la de fato. Várias situações na vida também pedem olhares diferentes.
Quando estamos derrotados, humilhados, desempregados, percebam, sempre recorremos à humildade. Aceitamos, às vezes com muito custo, dar um passo para trás. Porém, voltamos a sonhar. Voltamos a indagar nossos caminhos. Percebemos a nossa essência.
Ouvi dizer que nada acontece por acaso. Mas, por que tudo precisa ter um sentido? Para quê explicar quando é melhor vivenciar? Aliás, as melhores sensações da vida nos deixam sem palavras!
Não calcule sua vida, apenas viva. Mas tenha objetivos. E que eles sejam seus e de mais ninguém. Tentar provar vitória para os outros é não ter o destino nas próprias mãos.
Viva suas expectativas e ande um passo de cada vez. E, se um dia questionarem sua lentidão em conseguir êxito, lembre-se da esmeralda. Essa pedra pode levar milhares de anos para se formar completamente. Enfrenta fogo, poeira e se mistura com outros minerais até cristalizar e formar a preciosa e rara esmeralda.  
Seja paciente, mas nunca inerte.
Tenha ídolos, mas saiba reconhecer também o seu valor.
Ouça os mais velhos, mas não deixe de aprender com as crianças. Elas ensinam hoje, o que, um dia, sentiremos saudade.
Não seja simplesmente o provedor de bens para seus filhos. Tudo quanto puder comprar não terá tanto valor para eles, quanto sua atenção, seu carinho.
Saiba que ninguém vai dar mais valor à sua luta do que você mesmo.
Se você é adulto e não tem sonhos, então, abrace o sonho de alguém.
Não tenha medo de errar, mas tenha pavor de não reconhecer os erros.
Viva a natureza, ande de pés descalços, visite as cachoeiras, segure um punhado de terra, plante uma flor, colha frutos. Prefira estar em família quando fizer isso tudo e garanta boas lembranças a todos.
Não reclame, mas nunca deixe de questionar. Questionar solidifica o aprendizado.
Seja obediente ao seu coração. Tudo o que fizer através dele será duradouro.
Por fim, siga os passos das 4 estações. As folhas podem cair, mas as raízes são fortes. As flores podem surgir, mas ao ressurgir, nunca serão as mesmas. A neblina pode ser densa mas dura pouco. E não importa qual tempestade você enfrenta nesse momento, a calmaria é questão de tempo. Sempre tempo.