segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A cura da loira

No meio da aula saí
Fui para o Santo Gole
Me apresentaram a famosa loira
Gelada como neve
Descrita como remédio das dores
Da perda de amores

Mas na realidade
Diziam sorridentes
Que tinham grande curiosidade
De ver a pequena flor de Lis
Sob os efeitos da cevada
A tal da leve “marvada”

Fiquei pensando...
Que mal faria?
Naquela noite fria
Provei a bendita danada
Na frente dos colegas
Que comemoravam a conversão
De água para o vinho
De menina em mulher
De medo em coragem

Amarguei na boca
O gosto da fraqueza
De me deixar levar
Pela curiosidade alheia

Algum tempo depois...
A decepção!
Não subi à mesa
Nem revelei segredos sórdidos

Paguei a conta
Assim, meio tonta
E fui me despedir
Pois o álcool funcionou para mim
Como bom remédio para dormir.




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