sábado, 24 de dezembro de 2016

Necessidade da Caridade Segundo São Paulo

"Ainda que eu falasse todas as línguas dos homens, e mesmo a língua dos anjos, se não tivesse caridade não seria senão como um bronze sonante, e um címbalo retumbante; e quando eu tivesse o dom de profecia, penetrasse todos os mistérios, e tivesse uma perfeita ciência de todas as coisas; quando tivesse ainda toda fé possível, até transportar as montanhas, se não tivesse a caridade eu nada seria. E quando tivesse distribuído meus bens para alimentar os pobres, e tivesse entregue meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso não me serviria de nada.

A caridade é paciente; é doce e benfazeja;a caridade não é invejosa; não é temerária e precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não procura seus próprios interesses; não se melindra e não se irrita com nada; não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas regozija com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre".

(São Paulo, Primeira Epístola aos Coríntios, cap. XIII, v. de 1 a 7 e 13)

Bom dia leitores!
Hoje pedi licença à São Paulo e trouxe essas belíssimas palavras para uma reflexão.
Caridade... Já parou para pensar que a caridade pode ter diversas interpretações?
Isso acontece porque cada um carrega dentro de si uma bagagem emocional e cultural diferente. Nenhum tipo de doação é melhor que outra, pois todas são complementares entre si.
Na minha opinião, ser caridoso é doar-SE sem distinção, desde que o objetivo disso seja sem objetivo. Entende?
Todos nós somos conscientes das verdades que nos fazem agir dessa ou daquela maneira. De certa forma, sabemos ou ao menos, pressupomos onde queremos chegar.
O caridoso não sabe que é caridoso, porque age instintivamente. Aliás, as pessoas mais bondosas que pude conhecer tinham baixíssima auto estima, porém, não tinham vergonha de expôr seus erros e anseios - isso é humildade. A humildade nada tem a ver com posses, mas sim, com caráter.
Temos que aprender a falar dos nossos erros sem medo, mas ao invés disso, falamos dos erros do outro. Temos medo do julgamento alheio, quando, na verdade, já fomos condenados pelo nosso próprio julgamento. Os erros fazem parte da evolução. Assumir os nossos próprios defeitos é ser caridoso com quem também os tem. É encorajar o próximo a olhar para si. É ensinar, de certa forma, a se amar, se cuidar, crescer  para"amar o próximo como a ti mesmo".

A caridade é paciente; é doce e benfazeja;a caridade não é invejosa; não é temerária e precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não procura seus próprios interesses; não se melindra e não se irrita com nada; não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas regozija com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre".

Não há como alcançar as missões acima se não soubermos antes olhar para nós. Leve o tempo que for preciso, mas saiba olhar para dentro de si com misericórdia. Não é para se encher de culpa, mas para aprender a se amar com a sua unicidade. Seja caridoso consigo mesmo. Veja em quê o outro te incomoda, e volte para si - certamente irá se surpreender ao ver que vocês são iguais! Mude, mude o tempo todo. Experimente o novo, mesmo nas pequenas coisas. Absorva a VIDA do VIVER.
Vão dizer que você é inconstante e você vai dizer amém com alegria!

O Natal chegou, e em nome de Jesus eu desejo que você receba SABEDORIA para transpassar barreiras, SAÚDE para aproveitar os dias, CORAGEM para mudar o que tiver que mudar, FELICIDADE para fazer valer a pena e AMOR para alcançar a eternidade de PAZ.

FELIZ NATAL!!!!

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Revista Visão Vale - Edição de Novembro

Bom dia leitores!
Esta semana eu me encontrei com o grupo Litheratrupe para mais uma ação em prol do bem e recebi da querida Rita Elisa Seda a revista Visão Vale, edição de Novembro, e para minha gratidão, a própria Rita cedeu seu espaço para divulgar meu livro e minha poesia.
Quero registrar aqui o meu muito obrigada à essa pessoa maravilhosa por dentro e por fora que é Rita Elisa, nossa mentora literária.



Clique no link a seguir para conhecer Rita Elisa Seda: http://palavrasdeseda.blogspot.com.br/


sábado, 10 de dezembro de 2016

Presépio de Natal

Uma caixa de papelão
E um desejo no coração
Trazer pra dentro de casa uma Luz
Emanada pela presença de Jesus

Ele que no meio dos Reis
Tão pequenino já carregava imenso poder
Conquistou o coração de um, dois, três...
Hoje são tantos que nem sei dizer!

Eis a Sagrada Família
Munida de verdade, amor e paz
Ensinando que a verdadeira vigília
Vem de uma fé que nunca se desfaz.

A chama no meio é a Luz do Mundo
Essa que brilha em todo coração
Transformando o solo infértil em fecundo
Em todo aquele que cultiva o perdão.

Divino Espírito Santo
Também desceu ali
Para louvar com todo encanto
O grande filho de Davi

É preciso amar
Amar como Jesus
Que morreu para nos salvar
Pregado em uma Cruz

A tarefa é difícil
É preciso se entregar
Sem medo, sem julgamento, sem vício
Sem interesse, sem nada cobrar.

Eis o Seu presépio
Um cantinho em Sua memória
Para levar adiante
O segredo da Vitória.














Vibrações de Cristo

Jesus, nunca soube direito se lhe dirigia como Irmão ou como Pai.
Você nos mostrou o caminho como Pai, mas nos permitiu chamar Sua Mãe de Nossa Mãe, e Seu Pai de Nosso Pai, se fazendo assim, nosso Irmão. E olha que como Pai e como Irmão, Você tem uma paciência de jó comigo, pois sempre perdoa meus erros!
Sabe... Hoje eu fiquei pensando em duas coisas sobre o mesmo tema: o amor.
João 13:34 - Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei a vós.
Essa é a meta que nos foi dada, nesta e em todas as existências. Sim, porque, Seu grau de amor por nós é de tamanha elevação, que é preciso muito mais que apenas uma existência para cumpri-la. Nossa mãe um dia me disse que era para ter calma, que tudo daria certo. Essa calma que se esvai no primeiro embate... Essa calma pouca, pequena que me faz condenar a mim mesma. Sei que meu caminho é longo, mas com Sua ajuda, intercedendo por mim junto ao Pai, saberei por onde andar.
Sua Luz, eu a vejo espalhada por aí. Seu amor, eu o vejo a todo instante. Sua paz cresce verde nas montanhas e nos sorrisos sinceros. Sua esperança é plantada todo dia como semente nos ventres acolhedores. Suas bênçãos se derramam pela água doce e o mar, penso que são as lágrimas que deixamos de chorar devido à Sua misericórdia. Sei que há um sentido maior, muito maior em tudo o que vemos e sentimos. Mesmo as dores, as enfermidades, as tristezas, as mágoas,... Isso tudo eu imagino que tem grande valor e também é parte do Seu amor. Ora, quem sabe isso tudo não seja apenas a Sua forma de nos fazer experimentar a misericórdia, tão santa?! Eu provavelmente não reconheceria um sofredor se não tivesse sofrido. Eu provavelmente não saberia confortar se não tivesse sido confortada. Eu não reconheceria a Luz se não tivesse passado pela escuridão.
Gratidão é o que me resta! Sabedoria é o que peço, pois só com ela saberei reconhecer as minhas falhas e arrepender para merecer o perdão.
LUZ, DIVINA LUZ, EM TUA SINTONIA EU VIBRO, EM TUA HARMONIA EU ENTRO! E QUE OS SANTOS ANJOS DIGAM AMÉM PARA TODO SEMPRE!






quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

PoeticaMENTE

E se a poesia for apenas
Breves fragmentos da alma
Se desprendendo do íntimo
Para encher o coração?

Quem sabe conste ali
Todas as existências
E todos os porquês.

Almas são vivazes
Complexas
Codificadas segundo a unicidade de cada um.

Posso ter nascido e morrido várias vezes
Mas há uma parte de mim
A mais singela e mais nobre
Que se derramou entre o tempo
E a eternidade.



















domingo, 4 de dezembro de 2016

Completude

Quantas vidas e quantas mortes
São necessárias para que a completude
Não seja assim tão distante?

Por que não basta a flor que nasce silenciosa
Em meio à grama descuidada?

Nós sempre tão perfeitos e tão insatisfeitos
Feitos de almas tristes e egos animalescos
Esfomeados de nossa insanidade.

Nós, sempre nós e a falta de tempo para o que nos fará falta...
O clichê é inevitável, mas o recado essencial.

A vida é uma piscina de borda infinita
Que transborda para novas existências
Todos os excessos

E enquanto a gente pensa que ainda falta algo
O destino sorri maduro a nossa inocência
Por saber que o que nos falta
É acreditar que já somos completos.


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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Entre irmãos

Quão sublime é o amor entre irmãos?
Estes que num enlace de sangue e alma
Entendem num olhar toda emoção
Seja ela filha da angústia ou da calma.

Estes que dividem o prato e o quarto
A bronca, o colo e o carinho
Alguns chegam a dividir o mesmo parto
Já nascem sem saber o que é estar sozinho.

Dos segredos, o irmão é o ancoradouro,
É fidelidade sem juramento,
É o torcedor do bom agouro,

É a partilha do sofrimento,
E a soma da felicidade.

Isso é ser irmão, irmão de verdade!


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sábado, 15 de outubro de 2016

Gratidão

Quão belas são as coisas gratuitas e imprescindíveis da vida!
Os pássaros que agora cantam na janela, o ar que profundamente inspiramos, o verde que nos cerca, a chuva que nos abastece de água - fonte de cura - , as frutas que saboreamos no meio do caminho, etc. O amor de Deus por nós é diário, constante, incansável.
Deus está conosco, o tempo todo, toda hora, todo segundo.
Quando internalizamos a gratidão, o amor Dele se instala de tal forma, que não importa os males que enfrentamos, a soma das coisas boas que recebemos sempre será maior.

Oração da Gratidão

Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo

Deus nosso, Senhor de bondade
Em nome de Jesus Cristo quero agradecer-Te
Pela manhã gloriosa que me deste.
Energizado pelo Teu amor,
Quero seguir Teus passos
Servir Teus propósitos
Ouvir Teus ensinamentos
Para que assim,
Eu seja instrumento benéfico
Aos irmãos que cruzarem meu caminho.
Sou grato Senhor, pela Tua luz.
Sou grato Senhor, pela Tua misericórdia.
Sou grato Senhor, pela Tua providência.
Sou grato Senhor, pelo Teu amor.
E com gratidão, seguirei louvando Teu santo nome,
O nome do caminho, da verdade e da VIDA
Hoje e por todo sempre,

Amém


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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Oratio

Confiteor Deo Omnipotenti
Ego peccavi quia arbitror
Remissio
Libera me de inimicis suis

Ostende quod verum
Sanitatum mea cogitaciones
Ducit mea gressus

Volo quod instrumentum autem pacem.
Praesidium mea vitae adversus mendacibus amici.
Ostende mea semita.

Crescit mea fidei.
Gratias per tua amare,
Amen.

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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Caminho Eterno


Deixo para trás
Os rastros de passos
Imperfeitos mas humildes
Na verdade dos meus próprios defeitos.

Prefiro ser a rebeldia sincera
Ao jardineiro que planta rosas
Só para garantir um canteiro
Que cante suas glórias.

Tenho consciência
Da pequenez dos meus bons atos
Diante da grandiosidade
Da bondade dos céus à mim.

Sigo com as incertezas
De um horizonte que nasce a cada dia
E desejo que no fim da estrada
Eu mereça um caminho eterno
De paz e alegria.


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domingo, 21 de agosto de 2016

O sonho de Lisa

Lisa era uma menina alegre e adorava fazer amigos. Ficou muito feliz quando lançaram um aplicativo de mensagens instantâneas no celular, pois assim, poderia estar sempre em contato com aqueles que lhe eram preciosos. Toda manhã ela procurava mensagens de ânimo e as postava finalizando com um grande "bom dia". Vez ou outra algum amigo respondia, mas com o passar do tempo, todos foram se acostumando com o recado e já não dedicavam tempo algum em respondê-la. Lisa não conseguia entender aquele silêncio, mas mesmo assim, continuava a mandar os melhores recados aos seus amigos.
Certo dia, passeando pelo parque, um homem idoso a avistou sentada em um banco de madeira com semblante triste e resolveu falar com ela:

- Bom dia! 
- Bom dia. - Respondeu a menina
- Não pude deixar de reparar que você olhava tristonha para aquelas árvores. Algo a aborrece?
- Bem... Na verdade tem algo me incomodando. É que eu tenho um grupo de amigos no Whattsap e ninguém responde minhas mensagens. Penso que não gostam de mim.
- Não creio que não gostam de você. A vida é corrida e normalmente as pessoas ignoram tudo que têm em abundância. Veja essas árvores. Tão lindas, algumas nos presenteiam com frutos, outras tão frondosas nos convidam a descansar em suas sombras. Quase nunca param para contemplá-las mas mesmo assim, Deus continua a germiná-las por toda parte. E sabe o que penso?
Não importa se respondem ou não as suas mensagens, importa o que você sente ao compartilhá-las. Importa a verdade dos teus sentimentos.
- Nunca parei para pensar dessa forma, mas acho que o senhor tem razão. Eu preciso aprender a não esperar as coisas dos outros!

O idoso então, percebendo a mágoa no coração da jovem, levantou-se dali sem dizer palavra alguma e foi caminhando pelo parque. A menina um tanto intrigada pela atitude súbita daquele homem decidiu segui-lo. Ela notava em seus passos um certo ritmo pausado, pacífico, como os de alguém que desconhece a pressa. Ela foi diminuindo o ritmo dos próprios passos e buscava imitar o idoso em suas contemplações. Ela o viu parar em frente à uma Sibipiruna e olhar para um ninho de pássaros. Lisa fez o mesmo e percebeu a mamãe pássaro encará-la com fervor. Ela movia a pequena cabeça de um lado para o outro e notou que a Sabiá fazia o mesmo, numa espécie de comunicação. Num dado momento, Lisa estendeu a sua mão e a Sabiá pousou ali. Ela cantou brevemente e voltou ao ninho. A menina ficou encantada!
Ela continuou a caminhada na tentativa de alcançar o idoso, quando uma criancinha de aproximadamente 3 aninhos, numa corrida desengonçada abraçou suas pernas, a encarou e disse o mais encantador e demorado "oi" que ouvira até então. Lisa respondeu o "oi" da garotinha acariciando levemente sua cabeça, num ato de ternura. A mãe da garotinha a chamou e as duas se despediram sorridentes. Mais à frente havia um quiosque para descanso e ao se aproximar de lá, um rapaz cumprimentou Lisa com um "bom dia" e entregou-lhe um panfleto contendo mensagens de paz. Ela continuou a andar enquanto lia o panfleto. Então a menina percebeu uma mulher cabisbaixa e decidiu cumprimentá-la com um "bom dia" entregando-lhe o panfleto.
Lisa seguiu na tentativa de encontrar novamente o idoso, e no caminho, várias pessoas a cumprimentavam com "bom dia". A menina já havia dado várias voltas no parque e o Sol já estava se pondo. Sem mais esperanças de encontrar o idoso, Lisa decidiu ir para casa.
Quando chegou até a portaria de saída, a mulher que recebera aquele panfleto de suas mãos a abordou e disse:

- Com licença. Você me deu um panfleto há algumas horas e eu preciso lhe dizer uma coisa. Eu estava sentada, lamentando a minha solidão e o fato de não ter me casado até agora. Foi quando você me apareceu desejando um bom dia e entregando este panfleto. Acontece que naquele exato momento, eu havia feito uma pergunta para Deus: O que o Senhor tem planejado para mim?
E a resposta veio com o título deste panfleto: a paz. Muito obrigada! Posso lhe dar um abraço?
- É claro!
E as duas se abraçaram fraternalmente.

Lisa já nem se lembrava mais de suas mágoas. Ela seguiu feliz e confiante quando o idoso subitamente tocou-lhe os ombros dizendo:

- Todo dia é um bom dia para quem tem pureza e amor.

Lisa olhou para trás e não viu ninguém. Quando voltou-se para frente, ela despertou de seu sono. Tudo não passava de um sonho. Ela pegou o celular que estava em sua mesinha de cabeceira e viu sua mensagem de "bom dia" estática e sem nenhuma resposta. Então um leve cheiro de mirra a fez abrir um breve sorriso, olhar para o alto e dizer:

- Bom dia!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

O Mar e a Vida

Toda vez que me vejo diante do mar me pergunto a razão pela qual Deus o fez assim, tão imponente e abundante.  Então eu reparo no som das ondas e nos desenhos borrados do Sol se desmanchando a cada vai e vem. Eu O ouvi ali e quase pude vê-lo à beira mar, deixando pegadas na areia e catando conchinhas. E Ele assim dizia:
- Filha, a tua vida e o mar são semelhantes. As ondas representam os altos e baixos e embora não perceba, as derrotas e tristezas têm um valor inestimável à evolução do espírito. Veja, as águas se recolhem, se reúnem e voltam em grandiosas ondas, tão poderosas e consistentes que chegam a mergulhar na areia sólida trazendo consigo as conchas sedimentadas em seu interior. Quando algo lhe acomete, é exatamente isso que acontece. Você chora, entristece, fragmenta sentimentos diversos e depois reúne o essencial de cada momento vivenciado e volta à caminhada mais forte. E com forças renovadas você transborda sabedoria e a derrama aos pés de outro caminhante. A luz do Sol refletida na água são as vontades superficiais que borram e se desmancham facilmente. Por outro lado, o calor do Sol é o sonho. Ele dura mais porque atinge profundamente todos os sentidos humanos. Há mais vida no fundo do mar do que em sua superfície, sendo assim, saiba que a tua parte mais viva também encontra-se em teu interior. E nunca julgue. Uma superfície turbulenta pode esconder profundezas pacíficas e uma superfície calma pode esconder profundezas agitadas. Eis a razão pela qual fiz o mar assim, tão grandioso: para que todos pudessem enxergar o movimento da vida. E não se engane, os maiores milagres sempre estarão no trivial.




sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Sejamos como o Sol

A vida é tão curta... Não importa com quantos anos a gente se despeça, a vida sempre será curta. Seria tão bom se a pressa do mundo viesse da vontade de alongar sorrisos. 
Veja o Sol. Ele brilha para todos aqueles que elevam a face à ele. Ele brilha para que sua luz alcance quantos a vida quiser, não quantos ele quiser. Ele aceita ser Sol, simplesmente e grandiosamente, Sol. A Terra gira. Logo vem a  noite, com a Lua e estrelas. O Sol está parado, mas sua luz se movimenta. Sua chama interna continua acesa. Não importa o que aconteça, vinte e quatro horas depois ele estará lá. 
Sejamos como o Sol na vida das pessoas. Sejamos a certeza de apoio. Sejamos a certeza da amizade. Sejamos o bom dia, a boa tarde e a boa noite. Não precisamos fazer malabarismos. Não precisamos ser grandiosos aos olhos dos outros, precisamos ser grandiosos à nossa própria consciência. Sejamos humildes para ajudar o próximo, mas que sejamos ainda mais humildes para reconhecer nossas arrogâncias. Sabemos que o Sol é grandioso. Mas o mundo gira e ele se vai. Saibamos a hora de sair de cena. Que possamos distinguir o ego da auto estima. Sejamos sábios como a natureza. Ali, tudo tem seu valor, por ínfimo que seja, ainda é parte de um todo. Lembre-se:
Somos todos UM TODO!

Paz e Luz, sempre!



domingo, 7 de agosto de 2016

Contemplação

Hoje amanheci nova
E deixei a janela aberta
Só para a vida entrar.

Os raios de Sol me visitaram
E o vento bagunçou no ar
A poeira dos lençóis amassados.

Troquei os antigos olhos
E os ideais viciados
Pela contemplação silenciosa.

E enquanto o mundo acontece lá fora,
Aqui dentro cresce um delicioso,
Vadio e pacífico nada.
















terça-feira, 2 de agosto de 2016

Rede de encenação

Eu por mim, todos por ninguém!
Grita este tempo moderno
Onde ter é melhor que ser
Para inveja geral da rede social

A felicidade a bordo do cruzeiro
Esvai ao sopro do vento
Quando o tal fulano fofoqueiro
Ignora sua linha do tempo

Diante do mar de Cancún
Golfinhos fizeram pose
Mas você não viu nenhum
Viu apenas sua selfie em close

Essa tal modernidade
Advinda da globalização
Colocou o mundo inteiro
Numa rede de encenação

A verdade cruel e medonha
É que ninguém quer se revelar
Pois seria imensa vergonha
Admitir e colher a dor de errar.





domingo, 31 de julho de 2016

Menino bom da mãe

Que alegria criança
Saber que nasceste
Fruto de um amor caridoso
Que na doação mútua
Enraizou uma nova vida.

Que olhinhos expressivos
E alma inocente
Futuramente
Espelho majestoso
Para tanta gente.

A ti doei minha coragem 
E sorriso
Para que a alegria e a perseverança
Sejam a constância
Que selará em teu nome
Um sinônimo de paz.

Menino bom da mãe
Sei que és a melhor parte de mim
E o melhor presente de um Pai
Que em algum momento disse:
Filha, frutificai!

E só depois que fui o teu berço
Entendi a unicidade
Perante Deus.

Menino bom da mãe
Siga sempre na verdade
Pela verdade
Com compaixão
E simplicidade.



quarta-feira, 27 de julho de 2016

O Sol tem que brilhar

A flor venceu o cimento.
Em meio à concretude imposta
Ela acreditou no solo fértil
E insistiu em ver a luz do Sol
Que sempre esquentou suas raízes.

Não foi preciso mais que uma
Minúscula rachadura.
Nada além de um breve Sol,
Desses amenos que se exibem
Após a tempestade.

A sementinha se viu livre
E pela primeira vez pôde ver
O amarelo alaranjado penetrando
O vão rendido.

Do matinho crescido
Abre-se uma pequena flor
Também amarela
Irradiando a cor de um Sol
Que há muito tempo já brilhava
Dentro de si.


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Aprendiz de Mim

Onde está a flauta doce
Diante dessa ventania chamada vida?

Onde está a chuva
Quando a garganta engole seco?

A alegria pode até RIMAR com utopia
Mas não deve, jamais, RUMAR à ela.

Poderia dizer que o novo dia é uma nova oportunidade, mas...

Como fazê-lo, se o coração que carrego ainda é antigo, e os dias me são apenas o rastejar de ideais sonhados?

Não possuo a estória perfeita e nem o juízo perfeito.

Não posso ser a invenção de mim.

Sou apenas uma menina, por vezes mulher, que sabe sentir mais do que deve, que sonha mais do que realiza, que se dobra às dores deste mundo insano e que escreve para desabafar os momentos em que a voz da alma fala mais alto.

Sou assim, indefinidamente, aprendiz de mim.










segunda-feira, 11 de julho de 2016

Vale a pena existir

Talvez a felicidade seja o semblante de um sorriso
A sinestesia de uma lembrança boa
Dessa que invade o pensamento
E termina num suspiro saudoso

Como o primeiro beijo
Desengonçado e verdadeiro
Ao pé de uma árvore num entardecer
Com a despedida envergonhada
De rostos enrubescidos

Ou as tardes na casa da vó
Com chá de funcho e pão caseiro
O aroma de alfazema nas vestes
E o olhar brilhoso da despedida

Ou ainda o abraço de mãe
Plácido colo de quem sofreu nossa dor
O término de um primeiro amor
A queda da bicicleta e tantas
Tantas derrotas mais

Ah ventura deliciosa!
Se a memória carrega tantos momentos
E de algum deles nasce um lapso de riso
Quem um dia terá coragem de dizer
Que nunca foi feliz?

Pois a alegria surge de instantes
Que podem não durar para sempre
Mas não dizem por aí que recordar é viver?
Eu digo mais:
Evocar um passado bom
É reconhecer que a jornada
Sempre valeu a pena.


segunda-feira, 4 de julho de 2016

As Vozes do Poeta

O poeta tem muitas vozes.
Na palavra vento há o uivo, mas não somente isso.
Há o tango das folhas desprendidas das árvores
E o riso dos pássaros equilibristas
Nos galhos bambos.

O poeta tem muitas vozes.
A palavra computador tem
O tec tec das teclas e do pensamento.
Tem o cricrilar das noites mal dormidas
E o estalar das ideias no fogo das criações.

O poeta sabe que letras isoladas
São apenas letras desperdiçadas.
Ele sabe que não existem pensamentos vagos
Posto que nenhuma memória é ínfima,
Do contrário,
Não haveria razão para vir à tona.

Há muito ele entendeu
Que onde há silêncio,
Há sinestesias completas
Lapidando a alma.

O poeta tem muitas vozes.
Tem muitas vidas e
Muitas mortes.
Tem a fênix ressurgida das palavras.
Tem as dores exorcizadas em poesia.
Tem a poesia por intuição.

O poeta tem tantas vozes
Que nem lembra mais
Qual delas é a sua primogênita.
Mas ele não se importa, pois,
Sabe que quando perde algo de vista
Ele ganha uma eternidade
Na busca.






quarta-feira, 29 de junho de 2016

Canção da Chuva

Barulho de chuva dá sono.
É a mãe natureza que vem ninar
Numa canção que
Poucos ouvem
E que vou lhe mostrar:

Chhhhove, Chhhhove
Chhhhia no telhado
Enchhhhe o rio
Molha o solo abençoado

Pinga, respinga
Plic, plac, plu
Nina em meu amor
Esse que vês a olho nu.
      


terça-feira, 14 de junho de 2016

Planos... Quantos planos!

Eu tinha planos... Ahh quantos planos!
Sonhava alto, trabalhava com voracidade, plantava suor para colher a certeza de que estes passos não andariam em vão. Eu pensava que era dona de mim, dona de um destino cuidadosamente planejado. Eu era menina...
Sabe a criança que a gente olha brincando no parque fazendo castelos de areia e inventando magia? Eu era essa criança, só que sem magia. Era apenas uma menina que se achava mulher enquanto buscava alcançar castelos, títulos e coisas fúteis. Quantas vezes busquei nas vitrines o preenchimento de um vazio que nem nome tinha. Quantas e quantas vezes, tendo aparentemente tudo, eu chorei. Tentei me enganar, achava que estava no caminho certo afinal, alguém um dia falou que o caminho certo era o mais difícil. E como era difícil cercear os tantos sonhos infantis que brotavam na minha alma para viver uma vida adulta, chata e um tanto egoísta. 
Então algo aconteceu... 
Brotou dentro de mim a mais pura semente transformadora que um ser humano pode ter: uma criança. 
Essa criança crescia no afago mais caloroso, e eu... Eu voltei a sonhar. Por ela e para ela eu jurei um ninho de amor, de confiança, de carinho. Por ela eu cultivei uma alma mais infantil, no intuito de devolver a pureza com que seus olhos me fitavam.
Eu tinha planos... Ahh quantos planos tolos! 
Hoje eu tenho o sorriso mais belo e o abraço mais gostoso.
Hoje eu tenho uma semente frutificada pelo desejo simples de fazer feliz.
Hoje eu tenho estas palavras, esculpidas na verdade mais pura e intensa: filho, você é a fonte que dá a significância do meu viver.
Hoje eu não faço mais planos. Quero apenas amparar seus sonhos. 
Quero ser o melhor que consigo ser e, quem sabe assim, ser um dia a lembrança boa que te fará sorrir.








Nariz poluído

Aquele nariz coça
E não há pulga ali
É o ar puro da roça
Com árvores a florir

O vento danado
Espalha o pólen pelo ar
Pegando de inesperado
O homem urbano a espirrar

Virou imenso chafariz
“Um lenço por favor!”
Pede cobrindo o nariz

Então vem o agricultor
Oferta um guardanapo puído

Ao amigo de nariz “poluído”.

domingo, 12 de junho de 2016

Amor Maduro

Eis que um dia
Seguirá teu coração
Não pelas flores ou canções
Nem por promessas ao vento

Pois o sentimento adulto
Não gosta de fantasia
Ele não quer apenas um momento

Prefere um pássaro na mão
Para soltá-lo ao vento

E na certeza de tê-lo amado
Verdadeiramente amado
Sabe que o pássaro voltará

E este
Não mais pousará na mão
Mas sim nos ombros

E cortará suas asas
Pois tem a certeza
De que ao seu lado

Para sempre quer ficar.



sexta-feira, 10 de junho de 2016

Poetei?

Me pus a fazer poesia
Mas não soube rimar
Não ouso nem chamar de poema
Esse meu dilema.

Dizem que é preciso ter lirismo.
Fui buscar no dicionário...
Vi que é só mais um nome chique
Que se dá ao sentimentalismo.

Então eu percebi e
Sem querer ela nasceu
Quando a angústia me apertou
Da dúvida que irrompeu:

Poema ou poesia?
Na verdade nem importa!
Larguei mão da indagação pois
Me distraí com um mosquito na porta.

Eu senti nojo
Quando o esmaguei.
Será que é lírico o suficiente
Quando digo que o matei?
Será que é porque rimei?

Se poetei eu não sei...
Só sei que senti nojo
Quando um mosquito
Na porta esmaguei.





quinta-feira, 9 de junho de 2016

Nos passos de Deus

Olhei para as minhas mãos
Ainda jovens, revestidas de uma pele
Que de tudo já sentiu.

Estes dedos que transcrevem a mente
A reflexão do íntimo, mais íntimo
Do que ninguém nunca viu.

Quero uma vida mais longa
Que a linha da minha palma
Pois o que desejo vem da alma.

Que meu tempo seja suficiente
Para ver crescer minha semente
Presenteada por Deus.

E que eu possa andar sem medo
Cultivando a fé
De que meus passos seguem os Seus.


quarta-feira, 8 de junho de 2016

Ábaco

Já vi um ábaco
Mas nunca ousei entendê-lo.
Que interessa o asfalto
A um peixe?

Contei todas as bolinhas.
Eu sei contar!
Só não sei usar o ábaco...




terça-feira, 7 de junho de 2016

A praga do súbito

E a inspiração me abandonou.
Me deixou refém do cortador de grama do vizinho
Do estrondo infernal das suas lâminas
Que cortam muito mais que grama
Amputam pensamento
Aniquilam paz.

Ele desligou a máquina...
Eu corro!
Tento mergulhar a mente em algo profundo
E quando uma frase quase nasce
O barulho vem e me embaralha.

Tento ao menos descrever ou
Poetar o incômodo torturante.
É como um dedo cortado com papel
Uma ferida minúscula, doída
Esquecida num instante
E relembrada a cada vez
Que lavamos as mãos.

Então o cortador emudece de vez
Mas já estou desconcertada...
Agora não tenho mais o som estridente
E nem o silêncio de antes

Para escrever.


segunda-feira, 6 de junho de 2016

Liberdade

Vou bagunçar as letras do alfabeto
Trocar o L pelo P
Trocar o E pelo O
Trocar o T pelo E
Trocar o R pelo S
Trocar o A pelo I
Trocar o S pelo A
Quero transformar tudo em poesia!

Mas se o T é E
Tudo ficaria eudo...
E não é que calhou?!
Eudo é variante de Eudoro
Nome de origem grega
Significa: liberal!
Viu como a liberdade tudo pode?
                

sábado, 4 de junho de 2016

A escultura do anjo

Vi um anjo triste no jardim do museu.
Não sei se o semblante dele
Era a lembrança de alguém que não morreu
Em seu gélido e pálido coração.

Ele não tinha nome algum
Não fora batizado por ninguém
Era apenas uma pedra trabalhada
Abandonada ali pelo desejo de alguém.

Gárgulas entalhados em gigantes portais
Riam do desatino do pobre anjo
Que já nem se importava mais.

Eu segurei em sua mão
E pude sentir profundamente
A paz que existe na solidão.


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Encontro na Mantiqueira - Literatura em foco dias 17,18 e 19 de Junho

Hoje quero falar sobre um assunto muito importante: cultura!
Para quem não sabe, há oito anos ocorre um movimento literário muito intenso denominado Festival da Mantiqueira em São Francisco Xavier,  distrito de São José dos Campos.
Este evento sempre foi de suma importância para a valorização cultural regional e disseminação da literatura. 
Acontece que este ano, infelizmente o evento foi abandonado pelo governo do Estado sob a justificativa de que era necessário uma descentralização da verba. 
Por sorte, pessoas do bem e verdadeiros amantes da literatura se reuniram num esforço conjunto para não deixar a peteca cair e o evento será realizado nos dias 17, 18 e 19 de Junho em São Francisco Xavier.
Se você ama a literatura, acredita que a solução para os diversos problemas que enfrentamos em nosso país está em uma educação de qualidade e tem o desejo de apoiar iniciativas culturais sérias, eis a chance. Acesse o link abaixo e veja como pode ajudar:

http://encontronamantiqueira.com.br/colabore.html

O grupo Litheratrupe estará lá, abrilhantando o evento e mostrando que nossa região é um grande berço literário cheio de talentos preciosos.

Quero parabenizar a todos os parceiros que abraçaram a causa com tanto carinho, e todos aqueles que direta ou indiretamente contribuem para que a literatura como um todo continue a realizar grandes transformações nas pessoas e consequentemente, no mundo.

Conto com vocês!

Um abraço forte,

Lya Gram






Bodas de Diamante ( Para Vera e Rubens)

Sessenta anos se passaram...
Mas o amor não passa.
Ele se renova sob a mesma base sólida
Daquela promessa curta de apenas duas palavras: eu aceito.

No juramento testemunhado por Deus
Ambos seguiram juntos pelas estradas ramificadas da vida.
E por mais bifurcações que encontrassem,
Por mais obstáculos que impusessem,
Os caminhos lhes reservavam o mesmo destino:
O da felicidade.

Bodas de diamante...
Permita-me lhes contar uma curiosidade:
A palavra diamante deriva do grego adamas e significa indestrutível.
O diamante só é indestrutível devido ao fato de ter sido lapidado sob
As mais adversas condições geológicas.

Com o amor também é assim.
Ele se funde em duas pessoas que se juraram cuidar
Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

E a mesma terra que cobre e forma
O precioso diamante,
Também acolhe, registra e eterniza os passos
De todos aqueles cujas lembranças
Trazem um lapso de alegria.

Aqui e agora estamos diante de uma certeza irrefutável:
É com a graça desse lindo semear
Que nasce a eternidade frutificada
No mais puro amor.


terça-feira, 24 de maio de 2016

Ama-te para amar!

Vejo amor falado.
Erguem-se placas de frases feitas:
Mais amor por favor!
Todos pedem... Todos querem... Ninguém doa!

É como a fraternidade que se faz em uma hora de missa:
"A paz do senhor", num apertar de mãos gélidas,
Tão robóticas e breves, com aquela pressa
De quem só quer cumprir a tarefa.

Quem será capaz de desejar profundamente
A felicidade e a paz do próximo
Quando a própria encontra-se perdida
Entre desejos fúteis e dores procriadas?

Quem, além de santos desprendidos
Dessa escravatura moderna
Saberá caminhar alheio aos pecados
E pecadores que tanto insistem em vigiar-nos?

Amor... Amar...
Palavras curtas de vasto significado.
Verbos que deveriam ser substantivos concretos
Palpáveis, reais.

Não existem amores melhores ou perfeitos.
Amor é amor, no sentido enxuto da palavra.
É uma emoção cativante e realizadora.
É algo que não se pede, se merece.

" Amarás  o teu próximo como a ti mesmo".

Como tens te amado?
Desejo verdadeiramente que sua resposta tenha
Mais exclamações e menos reticências
Para emergir em ti a verdade que te falta
Para seguir confiante de que seu lugar e de todos nós
É onde mora a felicidade.















domingo, 22 de maio de 2016

Calmaria noturna

Há na serenata noturna
Uma vida que se exibe calma
Com a misteriosa névoa soturna
A revelar aos poucos os desejos da alma

Uma brisa leve e fria desce
E se deposita lentamente no chão
Uma carícia gelada que aquece
Aqueles que cantam em união

Estrelas encobertas 
Luar adormecido
Corujas despertas

Grilos agitados
Vento em procissão
Sonhos acordados.





quinta-feira, 19 de maio de 2016

Coroação da Terra

O vento sopra no vale que some ao horizonte.
Do alto, um Sol que tudo vê
Aquece gentilmente o topo da montanha calada
Tão inerte e tão viva!

Flores desabrocham no tempo
Debaixo de um céu que acolhe a oferta primaveril
Para enaltecer a grandeza encapsulada
Presa em uma atmosfera
Num ato de amor que preserva
Toda forma de vida.

Estrelas surgiam reluzentes na noite
Enquanto a Lua chorava
Por não ter a sorte de ser luz.

Foi então que o universo se moveu
E se alinhou.

O Sol generoso rebateu sua energia à Lua
Que agora, se faz Luz intensa
Na noite mais densa e fria
Uma rainha doando com alegria
O mesmo amor captado.

E a Terra é coroada noite e dia
Por um Sol que nos aquece
E uma Lua que nos guia.






terça-feira, 17 de maio de 2016

Que assim seja.

Que eu seja amor quando me guardarem rancor.
Que eu perdoe palavras ferrenhas
E que me perdoem os defeitos
Nascidos de dores mal curadas.

Que meus instantes gravem amor.
Que meu silêncio dê espaço à voz de Deus.
Que a minha distância seja apenas carnal
Posto que o essencial
Vem da alma.

Que as minhas feridas não sejam motivo para ferir.
Que as minhas mágoas não apaguem os momentos bons.
Que eu possa fazer da minha passagem 
O melhor que um caminhante pode fazer
Diante das bagagens que lhe são conferidas.

Que meu escudo seja pacífico.
Que todo amor se dirija a mim fundado na verdade
Que me sobre carinho onde faltar amizade.

Que o Céu mostre a verdade
Cegamente incompreendida por quem
Apenas quer da vida
O que os olhos podem ver.

Que os anjos que circundam minha aura
Carreguem os dons necessários
Para revelar oportunamente
O tudo que desejo em minha mente
A eterna paz de uma calma
Capaz de curar qualquer coração dormente.









segunda-feira, 16 de maio de 2016

O pássaro das manhãs

Uma manhã turva de névoa e um pássaro que grita.
Montanhas escondidas sob o manto de partículas do céu.
Uma mente inconscientemente se agita:
Que coisas mais escondem-se debaixo desse imenso véu?

Mais uma vez o pássaro grita estridente!
Seria uma sinestesia matinal incontrolável?
Seria a liberdade de um voo admirável
Ou uma dor que outrora era dormente?

Mas, já não o ouço mais...
Suas asas devem ter alcançado novo rumo.
Seu coração deve estar em paz...

Eis que eu presumo:
Não é que o pássaro tenha me abandonado,
Meu coração antigo é que dormia acordado.








domingo, 15 de maio de 2016

Leave a good memory and be eternal

Places...
There are places that makes us feel alive.
Places...
The most beatiful one: a heart that carry a soul.
Could you imagine living in a soul?
A soul that will carry you forever, not for obligation but for love.
To be somebody´s happiness and live their freedom.
Look, I know that sounds crazy, but, try... Try to imagine how far you could go if somebody´s memories always revive your smiles, hugs and words.
What is the best memory you can leave now?
Do your best. Leave a good memory and be eternal.


quinta-feira, 12 de maio de 2016

No meu lugar

Um dia, três passarinhos começaram a discutir a respeito de suas dores.

O primeiro passarinho era cego e dizia assim:

- A minha dor é muito maior do que a de vocês! Vocês podem ver todas as maravilhas do mundo e eu, nessa escuridão, tenho que me contentar em imaginar. Queria ver vocês no meu lugar!

O segundo passarinho, que não tinha uma de suas asas, assim respondeu:

- Que nada! Ao menos você consegue sentir o vento na cara e desfrutar da liberdade de voar. Eu nasci passarinho e não posso voar! Tenho que me contentar em ficar preso ao chão, vivendo de migalhas... Queria ver vocês no meu lugar!

O terceiro passarinho não tinha nenhum problema físico e assim se manifestou:

- Eu sinto dor... Muita dor!

Os outros dois sem entender direito o que se passava disseram:

- Como assim? Você é saudável, não tem problema algum! Não há motivo para sentir dor!

Então, o terceiro pássaro calmamente respondeu:

-  É que me dói quando amigos me desejam aquilo que lhes fere.









terça-feira, 10 de maio de 2016

A vida em poesia - Helvetia Edições

É com imensa alegria que lhes apresento mais uma linda coletânea de poesias da qual eu também faço parte.
Este livro veio da magnífica iniciativa da escritora e diretora geral da Helvetia Edições Jannini Rosa, autora dos livros Faces de Malala e Grito de liberdade I e II.
O lançamento desta obra ocorreu em Lisboa, onde alguns escritores recitaram seus textos e assistiram palestras incríveis.  São mais de sessenta autores talentosos com lindíssimas poesias. A arte estampada na capa é de Rosiana Stopa. Vale a pena conferir!





sábado, 7 de maio de 2016

Arabescos de Deus (À MINHA MÃE)

Mãe,
Toda vez que ouço Debussy sinto paz.
Não a mesma que envolve os teus abraços
Não a mesma que sai dos teus olhos
Mas daquela que se encontra dentro de sonhos
Escondidas num segredo infantil
Desses que se cruza os dedos
Para selar o juramento.

Mãe,
Cruze os dedos agora.
Quero contar-te um segredo
Para que fique guardado
No íntimo mais profundo
Talvez, na alma.

Sabe, tenho muito medo da despedida...
Mesmo sabendo da eternidade que nos sonda
E mesmo acreditando na verdade da continuação da vida,
Eu tenho medo.

Ninguém além de você saberia dizer as palavras certas
Para acalentar esse meu coração tão bagunçado.
Ninguém além de você conhece tão bem meus defeitos
A ponto de tratá-los com tua tamanha misericórdia.

Mãe,
Vamos fazer um pacto?
Já ouviu a música Arabesque de Debussy?
Peço que a ouça com atenção.
Toda vez que ela tocar será um sinal para conversarmos.
Essa será a nossa música, agora e para sempre.
Assim, quando não mais estivermos perto uma da outra,
Bastará a melodia para estarmos novamente juntas.
A música atravessa qualquer barreira.

Perdoe-me por ter um amor tão egoísta...
É que a sua presença me faz muito bem.
Saber que tenho alguém que me ama tão profundamente
Faz a minha própria vida ter um valor inestimável.

Hoje sou filha e mãe, nessa ordem.
Primeiro eu fui cuidada e agora eu cuido.
E quero que saiba, aqui há um colo mais evoluído
E uma força que herdei de ti.

Sendo assim, mãe, não tema coisa alguma
Pois da mesma forma que me ama, eu te amo.
Sempre que precisar, pararei o que quer que eu esteja fazendo
Para atender o que quer que clame.

Os arabescos de Deus são nossos laços
Desenhados sob a forma de um amor eterno
E na eternidade não faltarão abraços
Prometidos em nosso pacto fraterno.