quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Meus erros

Há quem diga que muitas vezes inventamos uma realidade paralela, onde tudo é amizade, é compaixão, é carinho. Se eu pudesse viver nessa realidade para sempre não pensaria duas vezes. Crescer pelo amor, e não pela dor. Crescer pelo carinho e não pelo desafeto. Crescer pela compaixão e não pela humilhação. Ora, é claro que dói quando me ironizam, mas já ironizei também. Dói quando me julgam, mas já julguei também. Dói quando duvidam, mas já duvidei também.
Enfim, o que quero dizer, é que não sou nem um terço do que gostaria de ser e no decorrer dos anos, muitas vezes perdi a razão, gritei, apontei, me deixei levar pelo desejo do ego, me desapontei. E o maior desapontamento sempre vem de nós mesmos.
Certa vez ouvi dizer que as pessoas que mais amamos, também serão aquelas que mais decepcionarão. Pura verdade. Mas sabe por quê?
Porque depositamos nelas toda a confiança sem deixar sobras para nós. Entregamos à elas a obrigação de amar. É como ser expectador das atitudes alheias e entregar a própria caminhada para aliviar o peso das consequências condenando o próximo pelos possíveis resultados negativos.
Nada do que eu disser aqui irá redimir meus erros, tampouco impedirão que eu erre novamente. Mas ao dar a cara a tapa e expor tais fraquezas, eu solidifico a vontade de ser diferente. A luta é árdua. Eis a verdade, não tenho dom para ser um dos Semideuses de Fernando Pessoa!
A paciência é uma virtude a ser trabalhada. E haja paciência!
Há quem entenda, há quem analise, há quem discorde... Existem pessoas para tudo! Opiniões para tudo!
O que eu espero com isso?
Dos outros, nada. 
De Deus, misericórdia. De mim, a fé, pois é ela que mantém viva a vontade de ser alguém melhor.



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