segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Instantâneo

Há um som dentro de mim
Ele não cessa
Ele perturba
Preciso fazer algo

Essa tortura
Me leva à loucura
E em um lapso
Me entrego
Assumo o relapso

Mergulho todo o conteúdo
N’água borbulhante
Só para ver
Em qual instante
Ele irá se desfazer
Ele irá me satisfazer?

O pó tempera
Já sinto o cheiro
Não há outro jeito
A fome impera

Sinto na boca
O gosto da preguiça
É muito salgado
Até o pelo eriça!

Deixei de ir ao mercado
E acabei vítima
Do meu próprio descaso

Não posso reclamar
O miojo me salvou
A barriga deixou de roncar
Depois de devorar
O último pacote que me restou.


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