sábado, 4 de junho de 2016

A escultura do anjo

Vi um anjo triste no jardim do museu.
Não sei se o semblante dele
Era a lembrança de alguém que não morreu
Em seu gélido e pálido coração.

Ele não tinha nome algum
Não fora batizado por ninguém
Era apenas uma pedra trabalhada
Abandonada ali pelo desejo de alguém.

Gárgulas entalhados em gigantes portais
Riam do desatino do pobre anjo
Que já nem se importava mais.

Eu segurei em sua mão
E pude sentir profundamente
A paz que existe na solidão.


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