terça-feira, 14 de junho de 2016

Planos... Quantos planos!

Eu tinha planos... Ahh quantos planos!
Sonhava alto, trabalhava com voracidade, plantava suor para colher a certeza de que estes passos não andariam em vão. Eu pensava que era dona de mim, dona de um destino cuidadosamente planejado. Eu era menina...
Sabe a criança que a gente olha brincando no parque fazendo castelos de areia e inventando magia? Eu era essa criança, só que sem magia. Era apenas uma menina que se achava mulher enquanto buscava alcançar castelos, títulos e coisas fúteis. Quantas vezes busquei nas vitrines o preenchimento de um vazio que nem nome tinha. Quantas e quantas vezes, tendo aparentemente tudo, eu chorei. Tentei me enganar, achava que estava no caminho certo afinal, alguém um dia falou que o caminho certo era o mais difícil. E como era difícil cercear os tantos sonhos infantis que brotavam na minha alma para viver uma vida adulta, chata e um tanto egoísta. 
Então algo aconteceu... 
Brotou dentro de mim a mais pura semente transformadora que um ser humano pode ter: uma criança. 
Essa criança crescia no afago mais caloroso, e eu... Eu voltei a sonhar. Por ela e para ela eu jurei um ninho de amor, de confiança, de carinho. Por ela eu cultivei uma alma mais infantil, no intuito de devolver a pureza com que seus olhos me fitavam.
Eu tinha planos... Ahh quantos planos tolos! 
Hoje eu tenho o sorriso mais belo e o abraço mais gostoso.
Hoje eu tenho uma semente frutificada pelo desejo simples de fazer feliz.
Hoje eu tenho estas palavras, esculpidas na verdade mais pura e intensa: filho, você é a fonte que dá a significância do meu viver.
Hoje eu não faço mais planos. Quero apenas amparar seus sonhos. 
Quero ser o melhor que consigo ser e, quem sabe assim, ser um dia a lembrança boa que te fará sorrir.








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