terça-feira, 2 de agosto de 2016

Rede de encenação

Eu por mim, todos por ninguém!
Grita este tempo moderno
Onde ter é melhor que ser
Para inveja geral da rede social

A felicidade a bordo do cruzeiro
Esvai ao sopro do vento
Quando o tal fulano fofoqueiro
Ignora sua linha do tempo

Diante do mar de Cancún
Golfinhos fizeram pose
Mas você não viu nenhum
Viu apenas sua selfie em close

Essa tal modernidade
Advinda da globalização
Colocou o mundo inteiro
Numa rede de encenação

A verdade cruel e medonha
É que ninguém quer se revelar
Pois seria imensa vergonha
Admitir e colher a dor de errar.





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