domingo, 4 de dezembro de 2016

Completude

Quantas vidas e quantas mortes
São necessárias para que a completude
Não seja assim tão distante?

Por que não basta a flor que nasce silenciosa
Em meio à grama descuidada?

Nós sempre tão perfeitos e tão insatisfeitos
Feitos de almas tristes e egos animalescos
Esfomeados de nossa insanidade.

Nós, sempre nós e a falta de tempo para o que nos fará falta...
O clichê é inevitável, mas o recado essencial.

A vida é uma piscina de borda infinita
Que transborda para novas existências
Todos os excessos

E enquanto a gente pensa que ainda falta algo
O destino sorri maduro a nossa inocência
Por saber que o que nos falta
É acreditar que já somos completos.


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