sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O capricorniano da minha vida

Hoje celebro a vida de quem veio para me dar mais vida.
Esse capricorniano pé no chão, elemento Terra regido por Saturno, o segundo maior planeta do sistema solar, não poderia ser mais perfeito.
Daniel - origem hebraica significa o Senhor é meu juiz - é a alma gêmea dessa taurina não tão pé no chão apesar de ser elemento Terra, regida por Vênus e Terra (devo ser mais de Vênus). Não, não estou aqui para falar de astrologia, embora eu não passe um dia sequer sem agradecer ao Universo a junção da energia que fez um grande homem dizer sim à essa existência comigo.
Lembro como se fosse ontem o nosso primeiro contato: eu atrás de uma mesa em uma agência bancária e ele, aguardando pacientemente a vez para ser atendido. Esse não foi um atendimento diferente de tantos outros a princípio. Peguei os documentos dele, fui empostando os dados no sistema e ao longo da conversa, minha chefe - nossa Cupida (valeu Carlita) -, passando por ali colocou a mão no ombro dele e disse: olha essa menina é de ouro e está solteira! Eu devo ter ficado um perú de vermelha. rss Mas a mágica estava feita! Logo passamos a procurar afinidades e quando vimos já estávamos falando dos nossos gostos, sorrindo feito bobos. Não foi assim tão rápido como paixão à primeira vista,o amor não é assim. Aos poucos fomos nos conhecendo e levou algum tempo até realizarmos o primeiro encontro. Um restaurante mexicano! Aquele ambiente alaranjado com cactos pintados na parede e chapéus decorados foi cúmplice do que nascia ali: uma união cheia de êxito. Passou uma senhora vendendo rosas e ele com todo seu romantismo (até hoje é assim) comprou uma para mim. Fiquei radiante, me senti uma rainha. Terminamos o jantar e ele me levou de carro até minha casa conforme manda o figurino. No carro, era só para ser um abraço de despedida, mas já estávamos apaixonados e não pudemos conter um beijo seguido de uma troca de olhares silenciosos. Entrei em casa quase flutuando, segurando a rosa que coloquei carinhosamente numa jarra com água e depositei na minha mesinha de cabeceira. Minha mãe passou pelo meu quarto e vendo a rosa soltou um sorriso maroto, desses que dizem: huuummmm.
Nem preciso dizer que não desgrudamos mais. Às vezes ele aparecia de surpresa no banco e o segurança, meu grande amigo Marcão ia rapidinho me avisar que ele estava por lá. Eu fingia que ia pegar um papel na impressora só para levantar e vê-lo. Como todo bom casal, nós também tivemos momentos ruins, brigas ciumentas coisas desse tipo. Mas quando é amor meu amigo, nada atrapalha, nada mesmo! Fomos destinados um ao outro, fomos feitos um para o outro, somos o complemento um do outro, somos um. Eu devo ter feito algo certo em minha vida para merecê-lo, acho que essa é minha maior conquista. Dissemos sim à esse amor que pelas bênçãos do Divino frutificou e nos deu nosso maior tesouro: nosso filho.
Esse homem-menino, louco por games e anime a quem eu devo tanto me faz muito feliz. Esse homem que nunca julga ninguém, que tem um coração tão puro quanto o de uma criança, que cuida da família acima de seus próprios desejos, que ama seu filho com toda sua força, que me ama de cabelo bagunçado e chinelo de dedo e compartilha misericordioso seus ouvidos para minhas loucuras, meus pensamentos e devaneios. Esse homem que até hoje abre a porta do carro e que não dispensa um abraço e um beijo. Esse homem gentil por natureza, compreensivo, espontâneo, humilde e com o caráter de um verdadeiro cavalheiro.
Só peço ao Divino que conserve sua saúde, proteja seus passos, guie suas decisões, ampare suas angústias e reserve para ele um paraíso no céu tão lindo quanto o que ele me proporciona na Terra.







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