quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Falácia

Não sou de sussurros e nem de segredos.
Não me conte algo em baixo tom,
Pois sei, que se é escondido, na miúda
Não pode resultar em algo bom.

Venha de peito aberto
Fale alto, fale a verdade
Saiba, quero sempre por perto
Quem tem pacto com a sinceridade.

Mas se a mentira tropeçar em mim
Derrubando-me por palavras tortas
Levantarei quieta, assim
Escutando o bater das portas.

Há quem me goste, há quem me odeie
Há quem tem dúvidas e há a intriga
Mas não há fogo que se incendeie
Quando há mais fé do que ferida.

Parco amor não me interessa
Disso o mundo está cheio
Sou difícil, tenho pressa
De ver o amor que tanto anseio.

Há um movimento em curso
Muito maior que eu ou você
O amor não pode ser último recurso
Ou Dele pode esquecer!

Não sou perfeita
E quem o é?
Só me aceita
Quem quiser.

Eu tenho uma certeza,
E não é da morte não
A pureza sempre vence
E amordaça o falastrão.








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