domingo, 17 de janeiro de 2021

A palavra é uma espada

A palavra é uma espada. Ela corta para os dois lados pois pode se tornar uma arma de ataque ou defesa. Ela pode se erguer na luta dos bons com verbos que suplicam a ação na esperança pacífica dos ideais ou pode sangrar no ódio, na dor e na vingança. Honrar a palavra é reconhecer seu potencial criador. É perceber a si mesmo nas intenções com que são proferidas, pensadas ou redigidas. Se houver dúvida sobre qual palavra usar, prefira o silêncio. Um sábio e querido Mestre uma vez disse que o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai dela. É preciso entender a sacralidade da palavra e levar a sério o poder que emerge dela. Palavra é vibração, é chamamento... É a oração que nos arrepia a espinha na certeza de encontrar o caminho da Providência. A palavra é uma espada que pode ter o fio reluzente, capaz de conduzir como um farol, ou ter corte que segrega, reduz, mata. A palavra não é uma espada destinada para a guerra, mas um instrumento da sabedoria. Ninguém deveria erguer essa espada sem traçar nobre propósito.  Um guardião da paz pela palavra, jamais arremessa a espada, mas sim, a oferece num ato gentil e humilde. E é essa oferta, pensada, meditada, forjada sob o esforço da paciência que definirá o teor da luta.




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