segunda-feira, 26 de abril de 2021

Quando cai o véu

Quando cai o véu, os olhos vislumbram o amor latente 

Quando cai o véu, a ignorância fica desnuda, envergonhada

Quando cai o véu, a inimizade é arrebatada

Quando cai o véu, o orgulho e a soberba encolhem

Quando cai o véu, o perdão nasce

Quando cai o véu, a falha deixa de ser do outro

Quando cai o véu, tudo é visto pelo seu real tamanho

Não nos enganemos nas turvas camadas de ilusões que nos cercam. Homens santos foram decapitados, crucificados por aqueles que se diziam portadores da sabedoria divina. Foram humilhados por viverem na verdade. Foram considerados subversivos, hereges, rebeldes, desobedientes, exclusivistas... Então o véu caiu. Os exaltados foram humilhados, não por outros, mas pior, por si mesmos. Tiveram de pular o abismo de sua própria arrogância. Então queridos amigos de jornada, deixemos cair os véus. Sejamos humildes e cautelosos em nossos juízos para não sermos nossos algozes. Não nos esqueçamos da lição dos lírios: 

Olhem os lírios do campo, que não trabalham nem tecem! E contudo nem Salomão em toda a sua glória se vestiu tão bem como eles. 

 


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