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Mostrando postagens de Novembro, 2015

Anjos no vento

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Ahh noite serena Tua brisa escapou pelo vão da porta E tocou suavemente a minha face Como se um anjo viesse acariciar meu sono Prometendo lindos sonhos A paz que me invade Move todos os meus sentidos adormecidos Num embalo maternal e protetor De um amor manso e zeloso A sensação de acolhimento Dessa energia sublime e intensa Me faz criança no ventre Dessa Mãe Natureza verde de esperança Ahh como eu amo o vento! Este que carrega tudo e se mantém invisível Leva pra longe o que tiver de ser E deixa como legado a sensação de frescor Este que bagunça os cabelos sem pedir licença Desarrumando a sobriedade para ver brotar Um lapso de sorriso Este que abafa os incêndios da alma Mostrando a força da leveza No âmbito do sentir Aos uivos do vento elevo o pensamento Venham beijar-me com seus dons Cantem suas canções em minha janela Para ninar esta humilde donzela

Chuva de flores

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Chuvas de flores, presente do vento Beijem minha pele, cubram meus cabelos Façam de mim tela branca Doem seus aromas e cores Usem minhas pernas Caminhem comigo e juntos Abriremos estradas com rastros de amor Com cheiro de flor E quem por ali passar Que se sinta importante E que carregue consigo O sentimento daquele instante E que venha o Sol A energia alegre e calorosa De valor inestimável A dourar a pele de mais um ser caminhante Que na sua jornada incessante Buscará embaixo da árvore O fôlego da existência A frondosa gigante assovia através do vento O vento travesso faz ventania Flores e mais flores se desprendem da copa Enchendo o caminhante de pétalas Colorindo e perfumando o cangote suado E na paz do momento Ele caminha contra o vento E deixa para trás outra estrada de flores Para que passe mais um rei ou rainha Nesse ciclo infindável de amor.

A pombinha curiosa

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Peguei um livro e acomodei-me na cadeira de plástico à sombra das árvores do parque. A pombinha branca veio cautelosa saudar-me naquela tarde ensolarada. Parei de ler a matéria sobre a importância de monitores nas salas de aula e fitei a ave simpática que vasculhava o chão perto dos meus pés. Me mantive imóvel afim de procurar qualquer forma de comunicação que pudesse explicar o motivo pelo qual aqueles olhinhos vermelhos me encaravam com tanta vontade. Não consegui nada além da troca de olhares curiosos. Ficamos contemplando a harmonia e a graça de saber dividir o mesmo espaço sem qualquer tipo de superioridade. O som da pomba a descansar lembra o ronronar de gato, o que chega a ser um pouco irônico. Dizem que as pombas são pragas... Bem que eu gostaria de vê-las esparramadas por aí, pois essa seria uma grande prova de que homem e bicho finalmente conseguiram partilhar o espaço e respeitar a natureza individual e fantástica de cada ser.