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Mostrando postagens de Dezembro, 2015

Abominável Ano Velho

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Ano após ano e permanecemos sempre os mesmos. Mentimos para nós com a destreza de um contorcionista chinês quando, mergulhados na superficialidade de sempre, acreditamos que virá um ano melhor magicamente pelo simples fato de vestirmos roupas com as cores dos nossos desejos. Consigo ser uma espécie de vidente quando digo que nada vai mudar (ao menos para melhor) enquanto VOCÊ não mudar. Nesta época do ano, vejo com grande assombro praticamente duas cores imperando nas vitrines das lojas : o branco e o amarelo. Um simbolizando o desejo de paz e o outro simbolizando dinheiro. Duas vertentes antagônicas que a sociedade insiste em afirmar serem intrínsecas. "Se eu fosse rico eu seria feliz"," Dinheiro não traz felicidade mas manda comprar"," É fácil ter paz quando se tem dinheiro" são exemplos de frases que ao menos uma vez na sua vida você ouviu ou até pronunciou. Estamos cada vez mais mergulhados em valores distorcidos e isso fica ainda mais grave quando de

A orquestra é do maestro

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Naquela tarde Bach musicou para mim Fiquei matutando... A gente se engana quando pensa Que sentimento não tem som Ora, como podemos ser tão surdos? Ou cegos? Ou mudos? Não há músicos no mundo? O que eclode em mim quando Um som penetra minha alma É um turbilhão de vivências Experimentadas em cada acorde Fechei os olhos Queria aguçar meus ouvidos Sentir por apenas um sentido A magia de cada estrofe Notei as flautas Passeei nas teclas do piano Deslizei o arco no violoncelo Rufei timbales Estiquei-me por detrás da tuba E então, só então Percebi que todos se moviam E harmonizavam Ao comando de um homem Um único homem Disposto a doar Todos os seus sentidos Em prol do bem comum   Maestro, ou mestre Unificaste os talentos Percebeste que todos eram importantes Fez da música eternidade do teu ser Teus passos se tornaram compassos Desses que todos querem aprender Vá para a luz Mas deixe sua vitória Continuará d

Família - A prova de amor

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A maior prova de amor De Deus para o meu coração É a família que escolheu para mim Verdadeiros amigos até o fim Que bom que faço parte De um núcleo harmonioso De gente que comparte De um estilo virtuoso O riso sincero Isento de sarcasmo É esmero Verdadeiro entusiasmo É o tipo de companhia Que queremos noite e dia Poder ter liberdade De ser quem somos de verdade Ali ninguém se julga A brincadeira corre solta Pulamos igual pulga Fazemos bate-volta Agradeço querido Deus Por minhas irmãs e meus pais Pelos amigos e parentes meus Aqueles que só me trazem a paz!

Relembrando Jesus

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Estou pensando Nele... Como não pensar? O ÚNICO capaz de seguir caminho sem NUNCA DECEPCIONAR! "Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei".  Não se engane, essa tarefa nunca foi fácil, por isso exige tanta fé.  Porque Ele nos amou a ponto de entregar a PRÓPRIA VIDA num amor INCONDICIONAL.  Se hoje, nesse exato momento, sua jornada estivesse encerrada e você estivesse prestes a encarar o juízo final, como se sairia? Essa reflexão serve para colocar as reticências que tanto precisamos para tentar seguir um caminho de luz e paz. Reconhecer as próprias falhas, a pequenez diante da imensidão é apenas o começo.  Se na sua vida existe espaço para Ele, então também deve existir espaço à humildade. Lembre-se, ser humilde não é ser pobre, na verdade, é ser rico na alma. O humilde não envaidece, o humilde não inveja, o humilde compartilha, o humilde perdoa... É um verdadeiro DOM. Todos temos esse dom, apenas esquecemos de usá-lo por força do ego. Me coloco aqui como instrum

Volte a ser criança

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Ahh as mãos de criança... Que mãos curiosas são essas? Sedentas por magia Aos olhos inocentes onde Uma simples tampa é volante De um carro que transporta imaginação A rodopiar pela sala Exibindo a volta de um tempo Que não volta Ou volta Se permitir esvaziar o julgamento De que adulto não brinca Não sonha Então se joga no chão E faça sem medo Cara de louco Pois essa insanidade É o mais perto que Poderás estar Da sã consciência infantil Na sua inteligência inocente Ser herói de seus problemas Transformando-os em contos Em olhares contentes Por vencer a batalha contra Essa maturidade cega Que anuvia a mente Que arranca cores Que anula sabores Sendo assim Acredite em mim Aprenda a ser como Criança Entre na ciranda E para sempre Todo sempre Serás feliz

Quem sou eu?

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Se me perguntares quem eu sou Responderei sem titubear que sou feita de momentos Alguns pedem o rugir de um Leão indomável Outros a travessura do gato Há ainda o momento em que serei o cão pidão A árvore solitária que dança conforme o vento O bicho preguiça A baleia maternal O pavão pomposo Se desejas encontrar qualquer resquício de constância em mim Continuará procurando até o fim! Quero continuar a ser essa obra entalhada Sobre a diversidade das possibilidades E sentir um fluxo constante de aprendizado Trazido pela sabedoria do caminhar Para sempre modificar Melhorar Viver  

A saga dos óculos perdidos

Estava tranquila até que peguei um livro Meus olhos exprimiram-se incomodados Para deleite das recém nascidas rugas E injúria desta que vos relata os causos Certamente fui atrás da solução Pegar meu cúmplice, meu parceiro Os óculos que me acompanham na vastidão Das leituras que me levam ao mundo inteiro Primeira parada: escritório! Recanto de criação e museu particular de sabedoria O danado sabe brincar de esconde esconde Não estava lá... Onde estaria? Lembrei da bolsa que carrego quando saio Gato Félix teria inveja das minhas tralhas Encontrei! Só que não... Era apenas a caixinha vazia... Que raio! Tá frio ou tá quente? Não tem ninguém pra me ajudar! Olhei até debaixo do tapete! Chamei meu filho para conversar. Filhote querido, viu os óculos da mamãe? - Não, foram  os do papai que peguei! Onde você os colocou? - Eu... eu... eu não sei! Fui ao quarto dele e revirei o baú Tirei todos os brinquedos de lá Encontrei os óculos

A rocha e o mar

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A rocha que desponta no mar Ainda não sabe se juntou grãos de areia E cresceu Ou se o mar De repente Evaporou A rocha emergiu E viu finalmente o brilho do Sol Longe da lente aquática Que borrava sua luz O mar, seu grande inimigo Mereceu ser ressequido Afinal era muito egoísmo Deslumbrar o céu sozinho O mar nada fez senão  Ser o que foi destinado a ser Volume de água salgada Fonte de vida Numa rotina turbulenta em superfície Agravada pelo vento E calmo no interior A rocha Agora sozinha Na sua imensa forma Contempla um cemitério de peixes Espinhas, conchas e areia E seu maior desejo É que a chuva traga novamente o mar Para arrebentar ondas em sua face E mergulhar novamente os olhos Naquela serena profundidade

Ontem e eu

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Sou oponente de mim mesma Quero vencer-me Como alguém que vê em si obstáculos E os salta no intuito de colecionar pequenas vitórias Agarro o propósito de ser melhor que ontem E faço isso hoje E recomeço ao nascer do Sol Sem pressa Eu tenho defeitos E quem não tem? Não me colocarei em balança alguma E não medirei êxitos nem derrotas Nem minhas e nem alheias Serei cega como a justiça Para que assim eu veja pela alma E vasculhe o interior de mim Na busca do tudo que me permeia Quero ser desbravadora de um novo mundo Entrar nas florestas densas deste ser Abrir clareiras emocionadas Chorar a alegria de viver Porque nem toda lágrima Pertence à tristeza

O Sol e a alegria

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A alegria aquece minh´alma Como um Sol a chicotear com fagulhas Marcando meu ser com cicatrizes Revisitadas tantas vezes Para lembrar quanto vale a pena seguir Essas fagulhas cintilam no brilho dos meus olhos Descem para a boca E abrem a janela do puro sorriso Queima-me Sol ardente Faça-me flamejar na escuridão Como lamparina caminhante Fogo eterno do adeus a solidão Juntos seremos calor Derreteremos qualquer temor E as cinzas que por acaso acometermos Serão o desapego de tudo que nos freia Nos engole Nos maltrata E o pó sumirá no vento Que levará aos quatro cantos O destino das mazelas Para que assim Só alegria Se dirija a mim

Seguir, não desistir!

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Grandes sonhos são esculpidos sob muitas derrotas Senão não são sonhos São vontades designadas pelo ego E no primeiro embate tudo esvai Como água que penetra o vão dos dedos Desistir não consta no dicionário de quem sonha Pois cada manhã é nova oportunidade para entalhar degraus Os risos vãos que se formam a cada tropeço Hão de calar diante da magnitude da vitória Aí será apenas o começo De uma eternidade de glória

Conjugação da Literatura

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Eu escrevo Tu lês Ele repassa Nós refletimos Vós debateis Eles despertam

O futuro do pretérito não me engana!

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O jornalismo possui diversas facetas para passar sua mensagem às pessoas. Há que se ressaltar o impacto que a imprensa pode causar ao decidir publicar uma notícia, por quaisquer meios de comunicação que seja. Mas quero chamar atenção para uma metodologia muito utilizada para disseminar informações que, ao meu ver, perdem credibilidade. São aquelas precedidas de futuro do pretérito. Imagine as seguintes chamadas jornalísticas: “Fulano TERIA beijado loura estonteante em evento social”. “Beltrano ESTARIA viajando na hora do crime”. “Ciclano TERIA aceitado propina”. Ora, sejamos sinceros! Não é preciso ter graduação para saber especular, mas é preciso ter coragem para expôr em rede nacional tamanha falta de profissionalismo. Usar o futuro do pretérito denota uma certa falta de responsabilidade. Das duas, uma: Ou a notícia é falsa e foi “jogada no ventilador” afim de alimentar o famoso sensacionalismo, ou vem de uma fonte extremamente duvidosa. Ambos os casos são, no mínimo, ve

O menino serelepe

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Quem há de negar a magia daquele olhar? Todo feliz, esbanjava o charme De um coração puro e inocente A encantar toda gente O garotinho esperto Corria para todo lado Dizia a todos seu nome Com um sorriso exagerado Assim livremente Escapava de sua mãe num piscar de olhos E mostrava alegremente A paz da ternura A cada nova travessura Corra menino Vá brincar, vá ser feliz Deus te guarde e te proteja E para sempre ao teu lado esteja!