Postagens

Mostrando postagens de Abril, 2016

E se...

E se todas as palavras fossem amáveis? E se o bem comum fosse comum? E se todos os animais fossem indispensáveis? Não haveria tristeza em lugar algum. E se a realidade fosse mais bonita que a utopia? E se plantássemos o próprio alimento? E se houvesse gratidão ao final de todo dia? Não saberíamos o significado de sofrimento. E se o sexo não fosse só por prazer? E se o consumismo do mundo fosse a educação? E se a maior beleza fosse a do ser? Só restaria o caminho da evolução. E se ajudar fosse um hábito? E se toda vida fosse sagrada? Uma arma não serviria para mais nada. E se o vício fosse o amor? E se a consciência fosse mais ouvida? Toda vida ganharia mais vida. E se essa poesia despertasse teu coração? E se a reflexão virasse realidade? Minha escrita teria cumprido sua missão.

O importante é sentir

Imagem
O que é a vida senão a contemplação E experimentação De toda existência? Um Sol só é quente Para quem ousa banhar-se De seus raios. Uma Lua só é brilhante Quando nossos olhos Reluzem em sua direção. Uma vida, só é bem vivida Se soubermos olhar além das rosas e espinhos, Também a haste que os mantém de pé. Um crepúsculo só ganha sentido Quando gera a expectativa De um lindo anoitecer ou amanhecer. A expectativa é o gatilho De todo passo e De toda palavra. Ela é a criança inocente Que sorri e que chora Facilmente. Vem dela não somente Os sonhos mas também As desilusões. Ela é o frio na barriga De quem desce a rua íngreme Numa corrida aventureira. Eis a beleza da vida! Ir sem saber ao certo onde chegar, E partir sabendo que o importante é sentir.

Nada sei. Amém!

Ainda não sei se o belo céu azul E os degradés esverdeados das montanhas São reflexos dos olhos apaixonados Ou das almas tristes. A baiana namoradeira espia por cima do muro. A natureza transforma-se mais rápido que o homem. O Sol aquece a Terra e rebate a sua luz à Lua, Mas a Lua permanece fria... E sem notar que esse verde E o azul dos céus e das águas Não são comuns no vasto Universo Seguimos mesquinhos os narizes enfiados no umbigo. Quem irá parar para contemplar as formigas Que carregam enfileiradas folhas picotadas? Quem irá inclinar-se ao espelho do lago Para ver que reflexo as águas têm de ti? Os dias não são corriqueiros. As escolhas são! E lentamente todos escolhem esconder O medo de apaixonar. Apaixonar pela plenitude do novo. Apaixonar pela sabedoria das mudanças. Apaixonar a liberdade trazida pela coragem De abandonar os hábitos anciãos. Preferem seguir a vida organizada Mesmo que para isso, Assumam a bagunça transtornada E a dor de escravi

Sorria, sempre!

  O que são grandes momentos senão a consciência dos mesmos? Ora, um bebê mesmo que planejado, surge a partir do conhecimento de sua existência e não do dia exato em que foi concebido. Assim também acontece com a felicidade. Quem sabe ela esteja no livro que aguarda silente na prateleira o dia em que mãos e olhos curiosos hão explorá-lo. Talvez, ela anda escondida na aula de dança que só vem à mente quando um filme romântico exibe dançarinos à meia luz, ou então, na viagem aventureira com mochilão nas costas e cabana montada no meio do mato. Mas quero te levar além! Pense no que te faz sorrir. Puxe os flashes de tudo o que fez brotar um sorriso intenso, gostoso, daqueles que contagiam, como gargalhada de bebê. Logo você terá voltado à infância, no dia em que bravamente escalou uma árvore. No dia em que desceu velozmente com sua bicicleta na rua íngreme, com vento bagunçando os cabelos e frio na barriga. No dia em que fez o maior golaço na escola e foi levantado pelos