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Mostrando postagens de Julho, 2016

Menino bom da mãe

Que alegria criança Saber que nasceste Fruto de um amor caridoso Que na doação mútua Enraizou uma nova vida. Que olhinhos expressivos E alma inocente Futuramente Espelho majestoso Para tanta gente. A ti doei minha coragem  E sorriso Para que a alegria e a perseverança Sejam a constância Que selará em teu nome Um sinônimo de paz. Menino bom da mãe Sei que és a melhor parte de mim E o melhor presente de um Pai Que em algum momento disse: Filha, frutificai! E só depois que fui o teu berço Entendi a unicidade Perante Deus. Menino bom da mãe Siga sempre na verdade Pela verdade Com compaixão E simplicidade.

O Sol tem que brilhar

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A flor venceu o cimento. Em meio à concretude imposta Ela acreditou no solo fértil E insistiu em ver a luz do Sol Que sempre esquentou suas raízes. Não foi preciso mais que uma Minúscula rachadura. Nada além de um breve Sol, Desses amenos que se exibem Após a tempestade. A sementinha se viu livre E pela primeira vez pôde ver O amarelo alaranjado penetrando O vão rendido. Do matinho crescido Abre-se uma pequena flor Também amarela Irradiando a cor de um Sol Que há muito tempo já brilhava Dentro de si.

Orvalho das Manhãs

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Vale a pena existir

Talvez a felicidade seja o semblante de um sorriso A sinestesia de uma lembrança boa Dessa que invade o pensamento E termina num suspiro saudoso Como o primeiro beijo Desengonçado e verdadeiro Ao pé de uma árvore num entardecer Com a despedida envergonhada De rostos enrubescidos Ou as tardes na casa da vó Com chá de funcho e pão caseiro O aroma de alfazema nas vestes E o olhar brilhoso da despedida Ou ainda o abraço de mãe Plácido colo de quem sofreu nossa dor O término de um primeiro amor A queda da bicicleta e tantas Tantas derrotas mais Ah ventura deliciosa! Se a memória carrega tantos momentos E de algum deles nasce um lapso de riso Quem um dia terá coragem de dizer Que nunca foi feliz? Pois a alegria surge de instantes Que podem não durar para sempre Mas não dizem por aí que recordar é viver? Eu digo mais: Evocar um passado bom É reconhecer que a jornada Sempre valeu a pena.

As Vozes do Poeta

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O poeta tem muitas vozes. Na palavra vento há o uivo, mas não somente isso. Há o tango das folhas desprendidas das árvores E o riso dos pássaros equilibristas Nos galhos bambos. O poeta tem muitas vozes. A palavra computador tem O tec tec das teclas e do pensamento. Tem o cricrilar das noites mal dormidas E o estalar das ideias no fogo das criações. O poeta sabe que letras isoladas São apenas letras desperdiçadas. Ele sabe que não existem pensamentos vagos Posto que nenhuma memória é ínfima, Do contrário, Não haveria razão para vir à tona. Há muito ele entendeu Que onde há silêncio, Há sinestesias completas Lapidando a alma. O poeta tem muitas vozes. Tem muitas vidas e Muitas mortes. Tem a fênix ressurgida das palavras. Tem as dores exorcizadas em poesia. Tem a poesia por intuição. O poeta tem tantas vozes Que nem lembra mais Qual delas é a sua primogênita. Mas ele não se importa, pois, Sabe que quando perde algo de vista Ele ganha uma eternidade Na