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Mostrando postagens de 2018

Ensinamentos de Natal

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Precisamos refletir o presépio que ano após ano enfeita as lojas, shoppings e igrejas. Temos a imagem de um bebê numa manjedoura, uma mãe e um pai ajoelhados, reis, animais e uma estrela incandescente no alto. Independente do que você acredita, é possível trazer essa imagem para uma perspectiva filosófica. Em primeiro lugar, quando nasce um bebê, nasce um pai e uma mãe que, com humildade "ajoelham-se" todos os dias para atender as necessidades de seu filho. Eles não possuem escolha, não há hora e nem lugar, param com as suas rotinas no primeiro choro. Abdicam-se, na maior parte das vezes, de seus próprios sonhos e o fazem sem nem perceber. Depois temos três reis e diversos animais no mesmo recinto. Isso mostra que somos todos iguais, que ninguém está acima de ninguém, pois pisamos o mesmo chão, vivemos sob o mesmo céu. Eles oferecem presentes ao bebê que nada tem, num ato de verdadeira caridade e compaixão. Por fim, há uma estrela reluzente acima de todos simbolizando que a s

Novo livro para você

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Boa noite queridos leitores! Acabo de publicar no Wattpad o livro "Conselheiro de cabeceira". Ainda não sei dizer se posso chamá-lo de meu. Ele é fruto de muita meditação, reflexão, silêncio. Mas uma coisa eu sei: este livro é muito, muito especial. Espero que vocês consigam desfrutar desse singelo trabalho. Um abraço, Lya Gram https://www.wattpad.com/story/166318195-conselheiro-de-cabeceira

V Concurso de Microcontos IFSP

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Boa noite queridos leitores! Compartilho com vocês a alegria de ser selecionada em terceiro lugar no V Concurso de Microcontos IFSP com o poema A[MAR]. Quero parabenizar os organizadores do concurso e agradecer a oportunidade de divulgar meu trabalho. Felicito também aos vencedores e classificados. Vida longa ao concurso! Segue o link com os trabalhos vencedores: https://ifspmicrocontos.wixsite.com/microcontos/resultados

Boneco de Papel Machê

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Havia uma menina. Ela era meiga, delicada, magricela, pernas finas. Corria pela casa, penteava o cabelo de suas bonecas enquanto cantarolava uma canção qualquer. Inventava passos de um ballet que nunca aprendera. Juntava jornal velho num balde d'água para fazer papel machê. Moldava pessoas, sempre pessoas. Maria daqui. João dali. Eles eram seus amigos. Estavam sempre sorrindo. Adoravam conversar com os animais. Em um terreno, margaridas acolhiam joaninhas engraçadas, algumas amarelas, outras laranjas. A menina e seus amigos se bastavam. Aquele era o mundo para ela. Um mundo onde as pessoas só sorriam, conversavam, brincavam e até trabalhavam, mas trabalhar era divertido. Pedaços de madeira empilhados formavam a base da casa, e o teto ficava aberto de propósito para poder ver as estrelas. O regador chovia e as plantas agradeciam dançando. As pedras redondas viravam montanhas e as mais achatadas eram caminhas e sofás. Carros passavam na rua, mas a menina nem reparava. O meio de trans

Notícias boas!

Boa noite queridos leitores! Hoje quero compartilhar com vocês duas notícias muito bacanas. A primeira, trata-se de um e-mail recebido da Chiado Editora com a aprovação de uma poesia minha para a antologia "Além da Terra, Além do Céu" que está em sua terceira edição e já é considerada uma das mais expressivas da editora. A segunda, é que fui convocada para participar da FLIM - Festa Literomusical do Parque Vicentina Aranha sob a curadoria do escritor Marcelino Freire. A FLIM acontecerá nos dias 14, 15 e 16 de Setembro. Não percam!

Prêmio Guarulhos de Literatura 2018

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Boa tarde queridos leitores! Ontem eu tive a grata surpresa de que meu livro "São Tantas Vozes", publicado pela Telucazu Editora, passou para a segunda fase do Prêmio Guarulhos de Literatura. Da mesma editora, concorrem "A peregrinação das folhas caídas" de André Kondo e "Frugais Transgressões" de Gilson Yoshioka. Estarei na torcida e independente do resultado, deixo minha gratidão ao idealizador do concurso, Auriel Filho, por nos dar a chance de mostrar nosso trabalho. Vida longa ao Prêmio Guarulhos de Literatura! Parabéns a todos os selecionados! Boa sorte para nós! :-)

Antologia Eterno Inverno - Editora Jogo de palavras

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Boa noite queridos leitores! É com grande alegria que recebi a notícia de que tive um texto selecionado para figurar na antologia Eterno Inverno da editora Jogo de Palavras. Essa antologia foi organizada por Érica de Oliveira e João Paulo Hergesel (ganhador do prêmio Barco a Vapor de Literatura 2018). Para conhecer este belíssimo trabalho, acesse o link: https://www. jogodepalavras.com/antologias .

O monge e a gratidão

Certa vez, um aprendiz caminhava com um monge pelo vale e de repente, deixou cair um livro. Outra pessoa que passava por ali, recolheu o livro e o devolveu ao aprendiz. Esse então, curvou-se diante do benfeitor e disse: - Gratidão amigo. O benfeitor acenou e seguiu caminho. O monge, vendo a cena, perguntou: - Vi que você usou a palavra gratidão para com aquele rapaz. O que é a gratidão para você? O aprendiz, todo orgulhoso, então respondeu: - É ser grato, mestre. Grato por tudo. Então, o monge continuou caminhando em silêncio. O aprendiz respeitou o silêncio, andando ao lado do mestre. Em determinado momento, o monge deixou escapar de sua mão, uma folha de papel. Uma mulher que ali passava, o recolheu e o entregou ao monge. Ele se curvou diante dela e disse: - Gratidão. Há algo que eu possa fazer para você como forma de reconhecimento por sua gentileza? Ela respondeu que não necessitava de nada. Ele acenou para a mesma e seguiu seu caminho. Olhando para o horizonte, e com

Per a/feição.

Quantas vezes ouvi dizer que a perfeição não existe... Eu tento acreditar, mas logo vejo a mulher. Essa que vira templo de vida e que espera amadurecer dentro de si o filho que a fará entender profundamente a sua magnitude. Essa que chora o seio ferido e em seguida sorri o sorriso de um bebê bem alimentado. Sim, ela é perfeita. É como a rosa, tem seu perfume, tem seus espinhos... Tem tudo o que precisa, nem mais, nem menos. Vai dizer que não é perfeito o olhar de uma mãe que desperta de madrugada e olha pela janela, na ansiedade de ter o filho baladeiro são e salvo dentro de casa? E o que dizer da menina mulher, que chora o amor não correspondido, que devora uma barra de chocolate e que depois ri de si mesma? Tem também a esposa que afaga o ombro do marido dizendo que tudo vai dar certo. Ela que acalma com um beijo toda insegurança, toda dor, toda angústia, mesmo que para isso, engula suas próprias inseguranças, dores e angústias. Tem aquela que nasceu para ser mulher e que en

Para ela

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A mor materializado L eveza, pureza, doçura A lguém que carrego além do ventre, muito além, na alma N o coração, neste coração pequeno transbordado de alegria A menina que virá ensinar, aprender e com a graça de Deus, crescer feliz, sempre feliz.