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Mostrando postagens de Julho, 2021

Documentário Três Estranhos Idênticos - Ensaio sobre uma ciência desumana

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  Boa tarde, queridos leitores! Hoje eu assisti o documentário Três Estranhos Idênticos no Netflix e confesso que chorei de raiva e tristeza. Trata-se de um reencontro inesperado de três gêmeos separados na infância. Até aí a notícia é linda! O que estava por trás da separação porém, é de causar náuseas! Não vou contar com detalhes as tramas dessa história, pois espero que vocês não se detenham às minhas impressões e assistam para tirar suas próprias conclusões. Mas eu venho usar este espaço para dizer que a ciência sem humanidade deve ser sempre combatida e denunciada. Somos seres humanos dotados de múltiplas habilidades e se não soubermos progredir sem maiores danos ao meio ou aos semelhantes, então, nada nos separa da ignorância animal. Pensar que um ato tão generoso e lindo como a adoção pode ser usado para um estudo obscuro e perverso, mostra com toda clareza a importância de estarmos conscientes e despertos a TODO MOMENTO. Pensar nesses irmãos, ainda pequeninos, sendo testados e

Diálogo: paciência

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 O Mestre dirigiu -se à assembléia para discorrer sobre a paciência e perguntou aos aprendizes: Para vocês, o que é a paciência? O primeiro aprendiz disse então: - Paciência é deixar que as coisas aconteçam no seu próprio tempo. Outro aprendiz se levantou e disse: - Paciência é dominar os instintos primitivos Outro ainda ressaltou: - Paciência é um estado de consciência superior Muito bem! - Pontuou o Mestre. Agora que vocês já sabem o conceito de paciência, gostaria de saber como ela é praticada? Um aprendiz então se pronuncia: - meditando? O Mestre então rebate: - Hum... Talvez... Poderia nos mostrar? O aprendiz então, acende uma vela, um incenso, coloca uma música suave no ambiente, senta-se sobre as pernas em posição ereta e fecha os olhos. Enquanto todos fazem o mesmo, o Mestre se levanta e sai da sala sem perturbar a meditação. Ele então retorna com uma sacola grande nas mãos e tocando suavemente nos ombros de alguns aprendizes, convida-os a seguir-lhe os passos.  De dentro da sa

Chão de terra

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 Aqui, neste chão de terra, sinto cheiro de pertencimento. Caminho a pé por estradas cheias de vidas passadas, presentes, futuras. Sujo feliz os pés com a poeira gentil, que num único passo rememora a grandeza do Criador. Sim, eu abro os braços para sentir o abraço do vento que carrega a energia linda de todo verde esperançoso. Aqui, casinha simples, chão de ardósia e rede na varanda, me sinto abundante, afortunada. Aqui, onde a manhã revela aos poucos o despertar dos animais, minha alma se mantém acordada e consciente dos porquês. Aqui, onde cada detalhe traz a mais pura sabedoria, longe das teorias mirabolantes e perto das vozes dos anjos. Pedaço de chão mais nobre não há. Aqui eu calejo feliz as mãos na enxada, pois todo amor que se dá à terra é recompensado três vezes mais. Aqui, a semente boa é reconhecida logo, pois a terra é fértil. Aqui, eu ouço mais, muito mais. Aqui a cidade é pequenina, mas na sabedoria da simplicidade, soube guardar memória. O coreto na praça, a pastelaria

Nascente

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Espelho cristalino e puro Trazes o céu ao chão Afundas meus olhos nessa paz E cravas na alma minha  O manso correr das águas Pacientemente tu moldas as pedras Retiras brandamente pontiagudas formas Doas a tua essência que é vida E a simples pedra se transforma em Pedra de rio   As árvores deitadas no teu semblante Moldam um cálice divino E dele meu espírito bebe Todo esplendor e beleza Levas, na suave correnteza Tudo o que desejo esquecer E renovada no teu seio Me inclino para enxergar A nascente de uma face mais serena.

Diálogo: solitude

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 O aprendiz caminhava ao lado do Mestre, quando ao longe avistou uma garça solitária à beira de um lago. Passou um tempo apenas contemplando a ave, que passeava lentamente por entre os galhos. Esperava que a ave estivesse à caça de alimento. O tempo passava e a garça apenas passeava graciosamente para lá e para cá. Eis que o aprendiz se pronuncia: - Mestre, aquela garça parece perdida. Caminha lentamente e não caça. Deve se sentir triste e solitária. O Mestre então lhe dirige uma questão: - Quando você está sozinho, sente-se triste e solitário? - Não, nem sempre... - responde o aprendiz - Pois bem, é possível que a garça esteja apenas no estado de solitude. Esse estado não promove o sentimento de abandono atribuído à solidão. Esse estado promove o silêncio interior, a contemplação de si e do mundo. Cada pequeno e lento passo é uma experiência completa. - diz o Mestre - Entendo... - disse o aprendiz - E como trabalhar essa solitude em um mundo tão conturbado e demandante? Recolhendo uma

A flor recusada

 Era uma vez, uma menina que adorava cultivar plantas. Dedicava uma boa parte do seu tempo misturando a terra, adubando e multiplicando mudas. Andava por todo lado com seus vasinhos, entregando-os como um presente a quem quisesse. Gostava de espalhar flores e sorrisos. Certo dia, ao ofertar um vasinho, uma pessoa o recusou. A menina percebeu aquele semblante sisudo e desconfiado. A mesma ficou intrigada, afinal, que mal haveria num pequeno vaso de planta? Recolhendo para si o vaso recusado, decidiu planta-lo num terreno próximo dali. Sempre que passava em frente, adubava e molhava a plantinha. Passado algum tempo, a primeira floração surge belíssima com cachos de pequenas flores brancas. Que alegria! A menina foi para casa buscar uma haste e linha para amarrar as flores e protegê-las do vento. Quando retornou ao longe na rua, viu a mulher que recusara o vaso, sentada na pequena mureta ao lado das flores. Com uma tesoura na mão, a mulher cortou o cacho de flores, colocou-as numa sacola,

Diálogo: Ensinamento e ação

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 O Mestre estava reunido com seus aprendizes e lhes perguntou: - Irmãos, todo bom pensador entrega de si um ensinamento importante. O que vocês têm a dizer sobre isso? Então, um aprendiz logo ergueu a mão e tendo o consentimento da palavra, disse: - Lembro-me de Platão que disse: "tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo" . Outro aprendiz logo se pronuncia: - Eu me recordo de Cícero: "Não basta conquistar a sabedoria, é preciso usá-la". Outro também se faz ouvir: - Pensei em Confúcio: "Aquilo que escuto, esqueço, aquilo que vejo, eu lembro e aquilo que faço, aprendo". Muitos se pronunciaram, menos um aprendiz, que recolhido ao fundo, mantivera-se apenas observador. O Mestre então, volta-se ao aprendiz calado, coloca sua mão direita em seu ombro e pergunta: - E tu, que pensas? - Ó Mestre, estava a anotar os pensamentos discorridos aqui nesta assembleia. Estava a conjecturar os pensadores aqui citados e o que ambos possuem em comum. Perce

Diálogo: Bons exemplos

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 O Mestre estava compenetrado a meditar, quando um aprendiz pede licença e lhe pergunta: - Mestre, venho ao teu encontro para elucidar-me uma questão. As ações valem mais do que mil palavras, não é mesmo? - Sem dúvida! - respondeu o Mestre - Então, posso dizer que se eu sou bom exemplo através das minhas ações, elas falam por si só. - Sim, falam alto. - Bem... O que está me incomodando é que muitos bons exemplos já passaram pela humanidade, mas poucos os seguiram. Por que razão isso acontece? - Isso acontece meu caro amigo, porque todos se colocam na posição de bons exemplos sem profundo exame de si mesmos. A pérola só nasce depois que reconhece a areia. A fome que se acha saciada rejeita o alimento.

Palavras na garrafa

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 Certa vez, um homem muito nervoso e agitado com os problemas que lhe eram apresentados encontrou-se com um monge e a ele dirigiu as seguintes palavras: - Mestre, ensina-me a manter a paz diante dos problemas. Ensina-me a mansidão e o silêncio. O monge, muito sereno e com olhar atento e acolhedor, colocou a mão levemente no ombro do homem e com muita gentileza o convidou a caminhar. Levando-o ao alto de uma colina, sentou-se no gramado e sem dizer palavra alguma, convidou o rapaz a fazer o mesmo. Passada quase uma hora, o monge entrega-lhe uma folha de papel e uma caneta. O rapaz, então pergunta: - Mestre, o que devo escrever? O monge então, aponta para uma garrafa de vidro, onde continham outras folhas de papel escritas, faz um gesto de gratidão com a cabeça levemente curvada e sai a caminhar. De posse de caneta e papel, o homem então, decide escrever sobre seus sentimentos. Foi elencando cada situação incômoda até a decisão de pedir aconselhamento ao monge. Escreveu também sobre a na

A melhor companhia

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Quando a maledicência tentar te envolver, envolva-a você com uma compaixão consciente de que palavras torpes provém de espíritos doentes.  Quando te puserem deliberadamente sob testes ou provas, seja paciente. Theodore Roosevelt uma vez disse:  “Não é o crítico que importa; nem aquele que aponta onde foi que o homem tropeçou ou como o autor das façanhas poderia ter feito melhor. O crédito pertence ao homem que está por inteiro na arena da vida, cujo rosto está manchado de poeira, suor e sangue; que luta bravamente; que erra, que decepciona, porque não há esforço sem erros e decepções; mas que, na verdade, se empenha em seus feitos; que conhece o entusiasmo, as grandes paixões; que se entrega a uma causa digna; que, na melhor das hipóteses, conhece no final o triunfo da grande conquista e que, na pior, se fracassar, ao menos fracassa ousando grandemente”. Quando  duvidarem da tua moral, não repreendas. Siga fazendo o seu melhor e deixe que o tempo de Deus cumpra Sua justiça. Quando te o