Somos heróis

Livros são professores bondosos que buscamos através do livre-arbítrio. Já o viver, com suas diversas nuances, nos desafia a todo instante. É como se estivéssemos percorrendo uma história e dentro dela surgissem mais e mais histórias. Se o foco não está legal, a gente vira personagem da história dos outros. E aos poucos, vamos nos esquecendo de nós. Então, despersonalizados e perdidos, nos tornamos nossos próprios algozes. Apontamos com facilidade os erros alheios, não porque estamos no caminho certo, mas porque conhecemos muito bem o erro. Estamos nele. Conhecemos cada sensação de ruptura. E ao projetar isso no outro, não percebemos o nosso próprio grito de socorro. Isso ocorre porque ao esperar as melhores ações do outro, suas correções, ele se torna nosso espelho. Inconscientemente é: "Se ele conseguir, eu conseguirei". Mas, eu pergunto, quem escreve a história? Mais importante: por que escreve a história? Onde está sua essência? Quem ordena os fatos? Quem ordena os SENTIMENTOS? Quem vive a moral da história? Portanto, seja autor do seu personagem. Dê a ele a possibilidade de conhecer e reconhecer a si próprio. Em algum momento ele vai cair, sim, vai errar, mas boas histórias sempre têm superação. O personagem nunca é o seu erro, mas se torna o mais humano quando o percebe por si mesmo. Vira herói humilde. E justamente por saber o tamanho da montanha que teve de subir, respeita a escalada do outro, exaltando cada pequeno êxito. Então, para hoje, te desejo muito heroísmo e um final mais que feliz.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Diálogo: Muito X Pouco

Necessidade da Caridade Segundo São Paulo