O pássaro das manhãs

Uma manhã turva de névoa e um pássaro que grita.
Montanhas escondidas sob o manto de partículas do céu.
Uma mente inconscientemente se agita:
Que coisas mais escondem-se debaixo desse imenso véu?

Mais uma vez o pássaro grita estridente!
Seria uma sinestesia matinal incontrolável?
Seria a liberdade de um voo admirável
Ou uma dor que outrora era dormente?

Mas, já não o ouço mais...
Suas asas devem ter alcançado novo rumo.
Seu coração deve estar em paz...

Eis que eu presumo:
Não é que o pássaro tenha me abandonado,
Meu coração antigo é que dormia acordado.








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