Pai

Quando penso no Criador e no livre-arbítrio, penso no tamanho do Seu Amor e da Sua fé em nós. Dar-nos a chance de fazer nossas próprias escolhas é oportunizar a cocriação. Permitir-nos um caminho próprio é mandar a mensagem de confiança e esperança. E se não fosse assim? E se Ele não permitisse esse livre-arbítrio? E se não tivéssemos escolhas? 

Então, quando acreditamos que as Leis divinas são pesadas, não nos damos conta da sua benignidade. Não são regras que atuam contra nós e sim, a favor de nós. São regras que nos separam dos desatinos, das maldades, dos vícios... Houve bondade até nisso, porque poderia não ter nenhuma Lei, e nós estaríamos à deriva, sem qualquer direção. Não saberíamos diferir o certo do errado até que nos machucássemos muito. 

Deus nos protege sem nos prender, sem invadir. Ele permite que a gente saiba o que é cair porque estará lá para nos levantar e isso basta. É um Pai que senta tranquilo no banco do passageiro porque conhece todas as estradas. É um Pai que supre e garante o espírito acima de tudo. É um Pai justo, não ama este em prejuízo daquele. É um Pai de partilha, de união. É um Pai de imensa misericórdia.

E eu amo esse Pai, ah eu amo! Quero muito me aproximar, ainda que a passos lentos, ainda que errantes, ainda trôpegos... Desejo caminhar na direção dessa paz. 

Pai, volta Seus olhos para nós. Dá-nos a graça de esclarecer nossos espíritos diante das tormentas. Sopra ventos de alívio e brandura. Recorda-nos todos os dias do Teu amor. Que assim seja e os Teus anjos em coro digam amém. 







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