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Orai e vigiai

 Orai e vigiai, Cristo diz. O inimigo é astuto, é audacioso. Quando não te alcança, tenta alcançar e confundir os seus maiores afetos. Vigiai porque o inimigo é vigilante, é perseverante, é calculista. Vigiai porque você será provado, será testado, será tentado. Vigiai porque o inimigo vai tentar te desestabilizar, vai te subjugar e vai fazer de tudo para que você acredite ser desprezível. Vigiai para que você não caia na cilada da pedra de tropeço. Mantenha-se firme em oração. Ore por quem te quer o mal. Ore, mas ore muito! Enquanto tramam o teu mal, você estará convocando um exército de amor a seu favor. Você trará para o seu círculo de vivência a prática máxima da Lei de Deus e o Pai, que é perfeito e justo, honrará os teus esforços. Nunca se esqueça que um com Cristo é maioria. Ore para que o Senhor vá sondar os corações dos desafetos. Que vá esclarecer as dúvidas. Que vá curar as dores. Ore e peça para si sabedoria e o dom de perdoar. Se tua conduta é pautada no seu melhor, co...

Diálogo: Muito X Pouco

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  O aprendiz com semblante confuso indagou o Mestre: — Mestre, nós sabemos que devemos sempre buscar fazer o nosso melhor em tudo não é mesmo? — Sim, certamente! – respondeu o Mestre — Mas... E se o meu melhor for pouco? O Mestre então pegou um copo, colocou três dedos d´água dentro dele e perguntou: — Veja caro aprendiz, o que você diria do volume dentro deste copo, é muito ou pouco? O aprendiz segurou o copo em sua mão, avaliou o conteúdo e seguramente respondeu: — É pouco! Tem menos quantidade do que o copo pode abrigar. O Mestre então encheu uma garrafa d´água e pediu que o aprendiz o seguisse. Andaram na beira de uma estrada de ferro, onde alguns transeuntes se encontravam a descansar. De dentro de uma mochila o Mestre retirou alguns copos e distribuiu a água, onde cada copo acabou com cerca de três dedos d´água. Ofertou então a água aos transeuntes que a beberam satisfeitos e, agradecidos, seguiram a caminhada. O Mestre e o aprendiz ficaram ali por algum tem...

Documentário Três Estranhos Idênticos - Ensaio sobre uma ciência desumana

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  Boa tarde, queridos leitores! Hoje eu assisti o documentário Três Estranhos Idênticos no Netflix e confesso que chorei de raiva e tristeza. Trata-se de um reencontro inesperado de três gêmeos separados na infância. Até aí a notícia é linda! O que estava por trás da separação porém, é de causar náuseas! Não vou contar com detalhes as tramas dessa história, pois espero que vocês não se detenham às minhas impressões e assistam para tirar suas próprias conclusões. Mas eu venho usar este espaço para dizer que a ciência sem humanidade deve ser sempre combatida e denunciada. Somos seres humanos dotados de múltiplas habilidades e se não soubermos progredir sem maiores danos ao meio ou aos semelhantes, então, nada nos separa da ignorância animal. Pensar que um ato tão generoso e lindo como a adoção pode ser usado para um estudo obscuro e perverso, mostra com toda clareza a importância de estarmos conscientes e despertos a TODO MOMENTO. Pensar nesses irmãos, ainda pequeninos, sendo testado...

Diálogo: paciência

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 O Mestre dirigiu -se à assembléia para discorrer sobre a paciência e perguntou aos aprendizes: Para vocês, o que é a paciência? O primeiro aprendiz disse então: - Paciência é deixar que as coisas aconteçam no seu próprio tempo. Outro aprendiz se levantou e disse: - Paciência é dominar os instintos primitivos Outro ainda ressaltou: - Paciência é um estado de consciência superior Muito bem! - Pontuou o Mestre. Agora que vocês já sabem o conceito de paciência, gostaria de saber como ela é praticada? Um aprendiz então se pronuncia: - meditando? O Mestre então rebate: - Hum... Talvez... Poderia nos mostrar? O aprendiz então, acende uma vela, um incenso, coloca uma música suave no ambiente, senta-se sobre as pernas em posição ereta e fecha os olhos. Enquanto todos fazem o mesmo, o Mestre se levanta e sai da sala sem perturbar a meditação. Ele então retorna com uma sacola grande nas mãos e tocando suavemente nos ombros de alguns aprendizes, convida-os a seguir-lhe os passos.  De den...

Nascente

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Espelho cristalino e puro Trazes o céu ao chão Afundas meus olhos nessa paz E cravas na alma minha  O manso correr das águas Pacientemente tu moldas as pedras Retiras brandamente pontiagudas formas Doas a tua essência que é vida E a simples pedra se transforma em Pedra de rio   As árvores deitadas no teu semblante Moldam um cálice divino E dele meu espírito bebe Todo esplendor e beleza Levas, na suave correnteza Tudo o que desejo esquecer E renovada no teu seio Me inclino para enxergar A nascente de uma face mais serena.

Diálogo: solitude

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 O aprendiz caminhava ao lado do Mestre, quando ao longe avistou uma garça solitária à beira de um lago. Passou um tempo apenas contemplando a ave, que passeava lentamente por entre os galhos. Esperava que a ave estivesse à caça de alimento. O tempo passava e a garça apenas passeava graciosamente para lá e para cá. Eis que o aprendiz se pronuncia: - Mestre, aquela garça parece perdida. Caminha lentamente e não caça. Deve se sentir triste e solitária. O Mestre então lhe dirige uma questão: - Quando você está sozinho, sente-se triste e solitário? - Não, nem sempre... - responde o aprendiz - Pois bem, é possível que a garça esteja apenas no estado de solitude. Esse estado não promove o sentimento de abandono atribuído à solidão. Esse estado promove o silêncio interior, a contemplação de si e do mundo. Cada pequeno e lento passo é uma experiência completa. - diz o Mestre - Entendo... - disse o aprendiz - E como trabalhar essa solitude em um mundo tão conturbado e demandante? Recolhendo...

A flor recusada

 Era uma vez, uma menina que adorava cultivar plantas. Dedicava uma boa parte do seu tempo misturando a terra, adubando e multiplicando mudas. Andava por todo lado com seus vasinhos, entregando-os como um presente a quem quisesse. Gostava de espalhar flores e sorrisos. Certo dia, ao ofertar um vasinho, uma pessoa o recusou. A menina percebeu aquele semblante sisudo e desconfiado. A mesma ficou intrigada, afinal, que mal haveria num pequeno vaso de planta? Recolhendo para si o vaso recusado, decidiu planta-lo num terreno próximo dali. Sempre que passava em frente, adubava e molhava a plantinha. Passado algum tempo, a primeira floração surge belíssima com cachos de pequenas flores brancas. Que alegria! A menina foi para casa buscar uma haste e linha para amarrar as flores e protegê-las do vento. Quando retornou ao longe na rua, viu a mulher que recusara o vaso, sentada na pequena mureta ao lado das flores. Com uma tesoura na mão, a mulher cortou o cacho de flores, colocou-as numa sac...